Síndrome de hiperestesia felina .pdf


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Síndrome de Hiperestesia Felina
A síndrome de hiperestesia felina (SHF) é uma alteração de comportamento
complexo que pode se caracterizar por (a) comportamento similar ao observado em
fêmeas em estro; (b) lambedura, mordedura ou mastigação excessiva
principalmente na região lombar, anal, cauda e flanco; e (c) contração da pele,
espasmos musculares ou contrações, que podem ser acompanhadas por
vocalização, corridas, pulos, possíveis alucinações ou agressões autodirecionadas
(VIRGA, 2003).
Embora os animais possam apresentar os sintomas de forma episódica, elas
geralmente podem ser induzidas por algum estímulo na região lombar e
toracolombar, como uma carícia, por exemplo (BAGLEY, 2004; VIRGA, 2003).
A causa dessa síndrome e sua patogenia é completamente desconhecida a
ponto de gerar teorias tão discrepantes entre si como ser uma convulsão focal, ou
hiperinervação dopaminérgica (semelhante a síndrome de Tourette em humanos),
ou alteração de comportamento, ou miopatia vacuolar ou associada a uma doença
infecciosa como toxoplasmose (BAGLEY, 2004; de LAHUNTA & GLASS, 2009;
VIRGA, 2003).
Mesmo entre os autores que acreditam se tratar de uma alteração de
comportamento, não há consenso. Alguns sugerem que ela seja uma desordem
obsessiva-compulsiva desencadeada por algum estímulo inflamatório como
dermatite a pulga ou alergia alimentar, enquanto outros acreditam que, a
semelhança da alopecia psicogênica felina, fatores ambientais e stress estejam
associados, uma vez que alguns animais podem apresentar sintomas compatíveis
com a SHF sem evidência de alopecia ou lesões dermatológicas (BAGLEY, 2004;
VIRGA, 2003).
O diagnóstico é realizado pelos sintomas clínicos e descartando-se outras
doenças como dermatite, compressão medular lombosacra ou de raíz nervosa e
doença intracraniana, além de comportamento associado com estro (BAGLEY,
2004; VIRGA, 2003).
O tratamento inicial é com antinflamatório como a prednisona, principalmente
se estiver associado com alergia a pulga ou algum estímulo inflamatório, além de
controle da puliciose. Antidepressivos como amitriptilina, clomipramina, fluoxetina ou
paroxetina podem ser associados, se necessário. Nos casos refratários aos
corticosteróides e antidepressivos, pode-se utilizar fenobarbital nas doses usuais e
tentar dieta sem conservantes, suplementação com carnitina e coenzima Q10,
ômega-3, antioxidantes em geral e diminuir as situações de stress no ambiente
(BAGLEY, 2004; VIRGA, 2003).

BAGLEY, R.S. Tremor and involuntary movements. in: PLATT, R.S. & OLBY, N.J.
BSAVA Manual of Canine and Feline Neurology, 3ed., BSAVA:Waterwells, p.189201, 2004.
de LAHUNTA, A. & GLASS, E. in: Veterinary Neuroanatomy and Clinical Neurology,
3ed., Saunders:Missouri, 2009, 540p.
VIRGA, V. Behavioral Dermatology. Veterinary Clinics of North America: Small
Animal Practice, v33, n2, p231-251, 2003.


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