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Encyclopedie Berbere Volume 5 .pdf



Nom original: Encyclopedie-Berbere-Volume-5.pdf
Auteur: https://sites.google.com/site/tamazight/

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U N I O N I N T E R N A T I O N A L E D E S SCIENCES PRÉ- E T P R O T O H I S T O R I Q U E S
U N I O N I N T E R N A T I O N A L E D E S SCIENCES A N T H R O P O L O G I Q U E S E T
ETHNOLOGIQUES
LABORATOIRE D ' A N T H R O P O L O G I E E T D E PRÉHISTOIRE D E S PAYS
D E LA M É D I T E R R A N É E O C C I D E N T A L E

ENCYCLOPEDIE
BERBÈRE
v
Anacutas - Anti-Atlas

O u v r a g e p u b l i é a v e c le c o n c o u r s
e t s u r la r e c o m m a n d a t i o n d u
C o n s e i l i n t e r n a t i o n a l d e la P h i l o s o p h i e
et d e s S c i e n c e s h u m a i n e s
(UNESCO)

EDISUD
La Calade, 13090, Aix-en-Provence, France

ISBN 2-85744-201-7 et 2-85744-319-6
La loi du 11 mars 1957 n'autorisant, aux termes des alinéas 2 et 3 de l'article 41, d'une part,
« que les copies ou reproductions strictement réservées à l'usage privé du copiste et non destinées
à une utilisation collective », et, d'autre part, que les analyses et les courtes citations dans un but
d'exemple et d'illustration, « toute représentation ou reproduction intégrale, ou partielle, faite sans
le consentement de ses auteurs ou de ses ayants-droit ou ayants-cause, est illicite » (alinéa 1er
de l'article 40). Cette représentation ou reproduction par quelque procédé que ce soit constituerait
donc une contrefaçon sanctionnée par les articles 425 et suivants du Code pénal.
©

É d i s u d , 1988.

Secrétariat: Laboratoire d'Anthropologie et de Préhistoire des pays de la Méditerranée
occidentale, Maison de la M é d i t e r r a n é e , 5, bd Pasteur, 13100, Aix-en-Provence.

A207. ANACUTAS
C o r i p p u s (Ioh., I I , 75) m e n t i o n n e les A n a c u t a s , o u p l u t ô t p e u t - ê t r e l ' A n a c u t a s ,
e n m ê m e t e m p s q u e les Astrices, l ' U r c e l i a n u s et les Imaclas (à corriger en Imacles?), p a r m i les p e u p l e s libyens q u i se s o u l e v è r e n t aux côtés d u F r e x e s Antalas
e n 544 de n o t r e è r e . Ils v i e n d r a i e n t , d ' a p r è s le p o è t e , de régions l o i n t a i n e s . L e contexte semble les m e t t r e en r a p p o r t , au m o i n s m o m e n t a n é m e n t , ainsi q u e les a u t r e s
t r i b u s citées, avec u n e plaine resserrée d o n t le n o m est Zersilis (très h y p o t h é t i q u e m e n t , la p r e s q u ' î l e de Zarzis). Une fausse c o u p e (le n o m A n a c u t a s est suivi d ' U r c e l i a n u s , cf. aussi Ioh. VI, 390) a l o n g t e m p s c o n d u i t les érudits à lire, b i e n à tort,
Anacutasur.
J . DESANGES.

A208. ANAGOMBRI
P t o l é m é e (IV, 5, 12, éd. C . M ü l l e r , p . 693) situe les A n a g o m b r i « après » la région
d ' A m m o n (Syouah) c'est-à-dire, d ' a p r è s l ' o r i e n t a t i o n générale de son é n u m é r a t i o n
des t r i b u s , d a n s le n o m e de L i b y e , p l u s à l'est o u p l u s au s u d . L e u r n o m est en
r a p p o r t avec celui des « m o n t s » A n a g o m b r a (IV, 5, 10, p . 689), qu'il faudrait cherc h e r au s u d - o u e s t , et n o n au sud-est, de S y o u a h , si d u m o i n s le r e p é r a g e e n degrés
de ces m o n t s et d e l'oasis d ' A m m o n (cf. IV, 5, 14, p . 698) est c o r r e c t . M a i s o n voit
m a l o ù localiser des h a u t e u r s de q u e l q u e i m p o r t a n c e dans les a l e n t o u r s de S y o u a h .
L e s A n a g o m b r i s o n t m e n t i o n n é s p a r P t o l é m é e i m m é d i a t e m e n t a v a n t les I o b a k k h i ;
or n o u s connaissons, e n M a r m a r i q u e , un lieu-dit I o b b a k h , cf. M . N o r s a et G . Vitelli,
77 Papiro Vaticano greco 11, 2 p a r t i e : Registri fondiari della Marmarica,
C i t t à del
V a t i c a n o , 1 9 3 1 , p . 56 (VI, 29). C e t indice est en c o n t r a d i c t i o n avec une localisation
p r o c h e de S y o u a h .
e

J . DESANGES.

A209. ANASTAFIDET
D a n s le s y s t è m e p o l i t i q u e des iγollan de l'Aïr, l'anastafidet j o u e un rôle de m a n dataire et d ' a r b i t r e c o m p a r a b l e à celui de l'amenukal wan Agadez, appelé « sultan »
d a n s la l i t t é r a t u r e e t h n o l o g i q u e (voir la r u b r i q u e Aïr).
L'anastafidet
signifie l i t t é r a l e m e n t « celui de T a f i d e t », n o m d ' u n e vallée située
à l'est de l'Aïr, ainsi q u e d ' u n e ville, a u j o u r d ' h u i e n r u i n e , i m p l a n t é e d a n s cette
r ég ion et enfin d ' u n e t r i b u i m p o r t a n t e et i n f l u e n t e des K e l O w e y de l'Aïr, les K e l
Tafidet.
L a c h a r g e d'anastafidet, c o m m e celle de l'amenukal wan Agadez, est d i r e c t e m e n t
liée à l ' o r g a n i s a t i o n originale des iγollan de l'Aïr. La création de la fonction d'anastafidet date v r a i s e m b l a b l e m e n t de l'ascension p o l i t i q u e des K e l O w e y dans l'Aïr
(que R o d d situe d a n s la d e u x i è m e moitié d u XVII siècle). A u p a r a v a n t , les K e l O w e y
voisinaient avec les Iteysen q u i o c c u p a i e n t le sud-est d u massif et les K e l G r e s s
installés à l ' o u e s t . C e s trois g r o u p e m e n t s t o u a r e g s avaient des activités agropastorales. D e n o m b r e u x m a r i a g e s tissaient e n t r e e u x des liens de p a r e n t é q u i perd u r e n t encore a u j o u r d ' h u i . L e système des iγollan et d u «sultanat» était déjà en place.
L ' a r r i v é e de p a s t e u r s n o m a d e s «blancs» v e n u s des Ajjer et de l ' A h a g g a r (formant
la souche de p l u s i e u r s t r i b u s de l'Aïr c o m m e les Ikazkazen, K e l F e r w a n , K e l F a d e y ,
K e l G h a r u s , etc.), offrit u n renfort guerrier i m p o r t a n t a u x K e l O w e y q u i d e v i n r e n t
p l u s p u i s s a n t s q u e les Iteysen et q u e les K e l G r e s s . F i n a l e m e n t , ces d e r n i e r s furent
e

repoussés de l'Aïr vers le sud-ouest (Ader et G u b e r ) . La mise en place d ' u n anastafidet, installé d ' a b o r d à A s a w d é (Asodé) au n o r d d e l'Aïr c o r r e s p o n d à la création
d'un n o u v e a u p ô l e p o l i t i q u e , c e l u i des iγollan K e l O w e y . L e « sultan » des anciens
iγollan (amenukal) fut m a i n t e n u d a n s u n e fonction d ' i n t e r m é d i a i r e e n t r e les nouv e a u x maîtres de l'Aïr et les exilés.
L a fonction de l'anastafidet était l'arbitrage des relations au sein des n o u v e a u x
iyollan et leur r e p r é s e n t a t i o n a u p r è s d u « s u l t a n » q u i jouait le rôle d ' i n t e r m é d i a i r e
avec les anciennes t r i b u s de l'Aïr ainsi qu'avec les t r i b u s n o u v e l l e m e n t arrivées (dont
certaines refusèrent l'intégration au système des iγollan t o u t en a c c e p t a n t la médiation de l'amenukal wan Agadez).
S u i v a n t le m ê m e p r i n c i p e q u e p o u r le « s u l t a n », l'anastafidet est d ' e x t r a c t i o n servile, originaire d'un village d u D a m e r g o u ( F a l a n k i Walaleywa) d ' a n c i e n s esclaves
t o u a r e g s . D e n o m b r e u x o b s e r v a t e u r s s e m b l e n t avoir c o n f o n d u les a t t r i b u t i o n s , en
réalité c o m p l è t e m e n t distinctes, de l'anastafidet o u encore d u « s u l t a n » avec celles
d'un chef de t r i b u ou de confédération (ettebel). J u s q u ' à l'arrivée des F r a n ç a i s , le
rôle de ces d e u x p e r s o n n a g e s se réduisait s o u v e n t à « réfléchir les o p i n i o n s de p l u s
forts q u ' ( e u x ) et exécuter leurs v o l o n t é s » , c o m m e l'observe M . F o u r e a u en 1899
à p r o p o s d u « s u l t a n » d ' A g a d e z (in J e a n , 1909, p . 43) ou c o m m e le décrit, avant
lui, L é o n l'Africain (début d u X V I siècle) : « c'est celui q u i d o n n e le p l u s de satisfaction a u x gens d u désert q u i est n o m m é R o i d ' A g a d e z » , (p. 4 5 2 ) ; ces descriptions confirment la source n o m a d e de cette c h a r g e u r b a i n e .
e

BIBLIOGRAPHIE
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BERNUS S., « Henri Barth chez les Touaregs de l'Aïr, Extrait du Journal de Barth dans l'Aïr,
juillet-décembre 1850», Études nigériennes, n° 28, 1972.
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Cahiers d'études africaines, 1969-70, XVIII, 1-2, pp. 159-185.
DARIO Capitaine, Monographie du cercle d'Agadez, 1908 ou 1909, (Archives du Niger, Niamey, copie de 1913, 53 p.).
HAMANI D . , AU carrefour du Soudan et de la Berbérie. Le sultanat touareg de l'Ayer, thèse
de doctorat, Sorbonne 1985, 1037 p . , 2 vol.
JEAN (L ), Les Touaregs du Sud-est de l'Aïr, Paris, Larose, 1909, 351 p.
JEAN LÉON L'AFRICAIN, Description de l'Afrique, Nouvelles éd. traduite de l'italien par A.
Epaulard, 1956, Maisonneuve.
NICOLAS F., «Contribution à l'étude des Twareg de l'Aïr», mémoire de l'I.F.A.N., 1950,
pp. 459-503.
LAURENT (Chef de bataillon), «L'Aïr et ses gens», mémoire du C.H.E.A.M., n° 4236, 1966,
154 p. multigr.
NICOLAISEN J., «Ecology and Culture of the Pastoral Tuaref of Ayr and Ahaggar», Copenhague, National Museum, 1963, 548 p.
RENNEL OF RODD F., «People of the Veil», London, Mc Milliann, 1926 (nouvelle édition,
Oosterhout, Anthropological publ., 1970, 504 p.).
t

H.

CLAUDOT-HAWAD, M .

HAWAD.

A210. ANATIKOLI
Les Anatikoli, m e n t i o n n é s par P t o l é m é e (IV, 6, 6, éd. C . M ü l l e r , p . 745) en Libye
i n t é r i e u r e , sont qualifiés de P h a r o u s i i dans t o u s les m a n u s c r i t s d e la Géographie,
sauf le meilleur (X), d ' a p r è s lequel ces d e u x p e u p l e s sont é n u m é r é s l ' u n à la suite
de l ' a u t r e , mais n o n p o i n t identifiés. Q u o i q u ' i l e n soit, les A n a t i k o l i devaient être
en r a p p o r t avec le fleuve Anatis. M a i s u n e partie des manuscrits les appelle Antikoli.
J . DESANGES

A211. ANATIS
L'Anatis est un fleuve m e n t i o n n é par Pline l'Ancien (V, 9) dans son récit d u périple
effectué par l ' h i s t o r i e n Polybe le long des côtes océaniques de la M a u r é t a n i e , en
146 avant n o t r e ère. L e N a t u r a l i s t e le situe à 2 0 5 milles (un p e u plus de 300 k m )
de Lixus (Larache). Il ne p e u t d o n c s'agir q u e de l ' O u m er-Rbia, d o n t l ' e m b o u c h u r e se t r o u v e à p e u près à cette distance de L a r a c h e . C e p e n d a n t , il semble q u e
ce fleuve se soit aussi appelé Asana d a n s l ' A n t i q u i t é , cf P l i n e l ' A n c i e n (V, 13, éd.
C . U . F . , Paris, 1 9 8 0 , c o m m e n t a i r e p . 131-132) et P t o l é m é e (IV, 1, 2, éd. C . M ü l ler, p . 577).
J. DESANGES

A212. ANAYA
C ' e s t un t e r m e e m p r u n t é à l'arabe et qui signifie en kabyle : la p r o t e c t i o n accordée à un i n d i v i d u — h ô t e mais essentiellement réfugié — par un particulier, u n
village ou u n e t r i b u . L e réfugié pouvait s'être exilé de son village p o u r diverses
raisons, la plus i m p o r t a n t e et la p l u s fréquente étant le fait d ' ê t r e p o u r s u i v i d a n s
le cadre de la v e n d e t t a par u n e dette de sang ( amga ) . C e droit ou ce devoir de
protection est c o m m u n à tout le m o n d e b e r b é r o p h o n e ; chez les I m a z i γ e n de l'Atlas
m a r o c a i n , il p o r t e le n o m d ' « a m u r » * .
D e ce sens p r e m i e r , il en d é r i v e d ' a u t r e s :
a) l'aεnaya s ' a p p l i q u e aussi à l'inviolabilité de certains lieux : la m a i s o n de celui
q u i accorde la p r o t e c t i o n , le territoire d u village ou de la t r i b u p r o t e c t r i c e , les lieux
de r e n c o n t r e c o m m e le m a r c h é , le t o m b e a u d ' u n saint local.
S u r ces lieux est interdite t o u t e action violente, un m e u r t r i e r p o u r s u i v i par u n e
dette de sang ( amga ) ne p e u t y subir la v e n g e a n c e .
b) L'aεnaya désigne aussi le p o u v o i r de p r o t e c t i o n q u e p e u v e n t avoir certaines
p e r s o n n e s : essentiellement les f e m m e s . C e p o u v o i r se r e t r o u v e aussi b i e n chez les
I m a z i γ e n q u e c h e z les kabyles.
P o u r le M o y e n Atlas, D . J a c q u e s - M e u n i é e x p l i q u e q u ' u n m e u r t r i e r . . . en d a n g e r
d e m o r t é c h a p p e à son e n n e m i s'il se réfugie au milieu de f e m m e s . . . la p r o t e c t i o n
d e la f e m m e s'obtient en faisant le simulacre d ' ê t r e allaité par elle...».
P o u r la K a b y l i e , H a n o t e a u x et L e t o u r n e u x s o u l i g n e n t q u e dans le droit c o u t u m i e r
«la victime ne p e u t être frappée en c o m p a g n i e d ' u n e f e m m e , celle-ci fût-elle sa
parente».
L a f e m m e — aussi paradoxal q u e cela puisse p a r a î t r e dans u n e société patriarcale
— p e u t d o n c d i s p e n s e r l'aεnaya. Il est significatif q u ' e l l e défende son protégé n o n
pas par l'utilisation de la violence (le fusil) mais en simulant l'allaitement. Il y a,
b i e n sûr, ici t o u t e la valeur s y m b o l i q u e d u lait m a t e r n e l ; mais le p a r a d o x e est levé
lorsque l'on sait q u e les femmes — si elles n e sont pas dépositaires d u nif — sont
par c o n t r e le d e r n i e r refuge de la orma.
c) l'aεnaya est aussi le p o u v o i r de m é d i a t i o n , d ' i n t e r p o s i t i o n q u e p e u t avoir, d a n s
u n conflit, u n e p e r s o n n e n e u t r e et extérieure à ce conflit.
D a n s les conflits e n t r e patrilignages ou entre t r i b u s , cette m é d i a t i o n est généralem e n t assurée p a r des m a r a b o u t s ; ceux-ci — se disant d e s c e n d a n t s d u p r o p h è t e —
sont en principe « pacifiques », ils n ' e n t r e n t pas d a n s les rapports de violence symbolique ou p h y s i q u e q u e le code d e l ' h o n n e u r i m p o s e au reste des K a b y l e s .
L ' i m p o r t a n c e de ce p o u v o i r d e m é d i a t i o n est inscrite dans le langage par des
expressions telles q u e :

i

a

i a yas l'aεnaya i...
yas u em i...

il a respecté l'aεnaya d e . . .
il a respecté la face d e . . .
c'est-à-dire, il l'a p r i s en c o n s i d é r a t i o n .

L e c h a m p de t o u s ces référents s é m a n t i q u e s m o n t r e — si l'on devait esquisser
u n e analyse a n t h r o p o l o g i q u e de l'aεnaya — q u e celle-ci est indissociable de l'orga­
nisation sociale des g r o u p e s b e r b é r o p h o n e s :
- des sociétés de t y p e s e g m e n t a i r e , a g n a t i q u e s , d a n s lesquelles le s a n g (des agnats)
est sacré, d ' o ù la p r a t i q u e de la v e n d e t t a et la nécessité de d e m a n d e r asile et
protection.
- des sociétés régies essentiellement p a r le code de l ' h o n n e u r avec t o u t ce q u e celuici i m p l i q u e c o m m e r a p p o r t s de violence p h y s i q u e (très s u b t i l e m e n t codés) et surt o u t de «violence» s y m b o l i q u e (joutes oratoires, d o n s et c o n t r e - d o n s , etc.) q u i relèvent — c o m m e l'a e x p l i q u é B o u r d i e u — de la d i a l e c t i q u e d u défi et de la riposte.
L ' a ε n a y a est d o n c , au m ê m e t i t r e q u e la parole d o n n é e , u n e e x p r e s s i o n u l t i m e
de ce sens de l'honneur; ceci est repérable à t r a v e r s son m o d e d'exercice et d a n s
les risques q u e p e u t e n t r a î n e r sa v i o l a t i o n ; à titre d ' i l l u s t r a t i o n , le sizain de Y u s e f
u Qasi ( r a p p o r t é p a r M . M a m m e r i ) n o u s s e m b l e c o n s t i t u e r u n c o n d e n s é de t o u t e s
ces significations.
Ddu
a nedda
ejja
Yer a y a γ laεnaya B e n aεli
M a nsers as n u g a d lεa
M a n r e f it ezzaf u m r i
Laenaya
a rar e n e n n a
Lεaz
egs i ge ili

C e t t e s e m a i n e j ' a i a c c o m p a g n é des m a r c h a n d s
B e n Ali a b r i s é m o n aεnaya
N e pas relever le défi, c'est e n c o u r i r l ' o p p r o b e
L e relever, e x p o s e à t r o p d ' é p r e u v e s
L ' a ε n a y a est u n volcan,
M a i s c'est en elle q u e réside l ' h o n n e u r

L e d i l e m m e est ici significatif, la c o m p a r a i s o n de l'aεnaya à un volcan s u r lequel
réside l ' h o n n e u r l'est p l u s e n c o r e . P o u r signifier la gravité de l ' o u t r a g e , le p o è t e
s'est p r é s e n t é face à ses adversaires la tête ceinte d ' u n e corde : e n signe de deuil,
briser l'aεnaya d e q u e l q u ' u n é q u i v a u t donc à un m e u r t r e .
L ' a ε n a y a accordée à un h ô t e o u à un réfugié est d o n c u n e p r o t e c t i o n sacrée et
c o m m e t o u t ce q u i est sacré (le s a n g des agnats, la t e r r e , les f e m m e s ) elle imposait
à celui q u i l'accordait, le devoir d e la faire r e s p e c t e r fût-ce au p r i x de sa p r o p r e vie.
L ' i n s t i t u t i o n de l'aεnaya semble aussi être un aspect (poussé à l'extrême) du devoir
d ' h o s p i t a l i t é q u e le code de l ' h o n n e u r imposait e n K a b y l i e à l ' i n d i v i d u , au village
o u à la t r i b u . Le droit c o u t u m i e r kabyle p r é s e n t a i t l'hospitalité c o m m e u n e obligation à laquelle n u l ne pouvait se d é r o b e r sans r i s q u e r l ' i n f a m i e ; ce droit fourmille
également de clauses s t i p u l a n t le caractère sacré de l'hôte o u d u réfugié, et t o u s
les privilèges a u x q u e l s sa qualité devait lui d o n n e r droit.
Il y aurait lieu de se d e m a n d e r si t o u t e cette r i g u e u r et t o u t e cette m a g n a n i m i t é
mises d a n s l ' h o s p i t a l i t é et s u r t o u t d a n s la p r o t e c t i o n accordée à l ' é t r a n g e r n e relèveraient pas ( e n t r e a u t r e s possibilités d'analyse) d ' u n m é c a n i s m e très subtil de
p r o t e c t i o n - c o n t r ô l e destiné à m a i n t e n i r l ' é t r a n g e r (qu'il soit h ô t e o u réfugié) d a n s
son statut d ' é t r a n g e r (avec t o u s les égards et les m a r q u e s d ' h o n n e u r q u i lui sont
dus) afin de p r é s e r v e r cet «entre-soi» q u i fonde t o u t e l ' o r g a n i s a t i o n des g r o u p e m e n t s b e r b é r o p h o n e s et q u i a c o n t r i b u é p o u r u n e large part à a s s u r e r leur p é r e n nité m a l g r é des aléas de l ' H i s t o i r e .
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D . ABROUS.

A213. ANBIYA, (Anbiyā’, al-Anbiyā’, Anbiyya, Lambiya)
E n l a n g u e arabe anbiyā’ est le p l u r i e l de nabi : p r o p h è t e . Al-Anbiyā’ est le titre
de la vingt et u n i è m e sourate d u C o r a n «les P r o p h è t e s » .
E n Ahaggar, les p o p u l a t i o n s locales gardent e n c o r e le souvenir d ' u n e p o p u l a t i o n
a p p e l é e Anbiya o u Lambiya qui aurait converti à l'islamisme les h a b i t a n t s les p l u s
anciens d u pays, c o n n u s sous le n o m d'Isabaten* (et ceci p r o b a b l e m e n t dès le VIII
siècle).
E n q u ê t a n t d a n s la Téfedest en 1968-69, Jean-Pierre M a î t r e écrit : « A u commencem e n t , étaient les Isabaten, pourrait-on dire, jusqu'à l'arrivée de mystérieux islamisateurs, les « L a m b i y a » . Ces L a m b i y a investissent le pays et convertissent u n e partie de
ses habitants, puis se retirent. Les Isabaten survivants, dont certains sont alors musulm a n s , c o n t i n u e n t à vivoter sur place en a t t e n d a n t les T o u a r e g s . . . » ( 1 9 7 1 , p . 77).
Si l'on se réfère aux sources écrites sur l'histoire d u M a g h r e b et d u Sahara, l'on
constate q u e le n o m de t r i b u Anbiya est attesté dès le VIII siècle par a l - F a z ā r ī qui
dit «l'état d ' A n b i y a a 2500 p a r a s a n g e s sur 6 0 0 . . . » (cité par C u o q , 1975, p . 42). J.
C u o q ajoute p . 4 2 , note 4 : « L e s Anbiya sont à situer entre Sidjilmassa et T a r ū d a n t
d ' u n e p a r t , et A w d a g h u t d ' a u t r e part. Y a ' k u b i ( p a r a g r a p h e 14) affirme qu'ils font
partie des Sanhādja. D ' a p r è s M a r q u a r t (Die Benin-Sammlung...
p p . c c x x x i v - v ) les
t r i b u s M a s s ū f a , L a m t ū n a et D j u b a l a a p p a r t i e n n e n t à la confédération des Anbiya.
Voir encore I b n A b d a l - H a k a m , éd. T o r r e y , p . 198, I b n al-Fakīh, parag. 32,
M a s u d i : Tambih, p . VIII».
Al-Ya kūbī, m o r t en 278/891 ( C u o q , 1975, p . 48) dit à son t o u r : « C ' e s t à partir
de Sidjilmassa, d a n s la direction d u S u d , q u e l'on se r e n d au pays des S ū d ā n , où
vivent toutes sortes de t r i b u s s ū d ā n . O n y p a r v i e n t à travers solitudes et déserts
d ' e n v i r o n c i n q u a n t e jours de m a r c h e . Là, on r e n c o n t r e u n e p o p u l a t i o n qui s'appelle
A n b i y a , fraction des Sanhādja q u i vivent au d é s e r t ; ils n ' o n t pas d ' h a b i t a t i o n fixe.
Ils se voilent le visage suivant u n e de leurs c o u t u m e s . Ils ne p o r t e n t p o i n t de t u n i ­
q u e mais se d r a p e n t dans des pièces d'étoffe. L e u r n o u r r i t u r e est tirée des chameaux.
Ils n ' o n t ni céréales ni blé... ». S u r ce passage voir aussi d u m ê m e a u t e u r , Les pays,
trad. G . W i e t , L e C a i r e , 1937, p p . 226-227.
Ibn al-Fakih (Faqih), 2 9 0 / 9 0 3 (cf C u o q , 1 9 7 5 , p . 54) cite un p e r s o n n a g e qui
déclare : «J'ai razzié vingt fois le pays d ' A n b i y y a à partir de Sūs a l - A k s āet j ' a i vu
le Nil...», (Nil q u ' i l faut t r a d u i r e ici par « N i g e r » ) .
O r , passés les X - X I siècles, le n o m d'Anbiya s e m b l e disparaître chez les a u t e u r s
arabes. L e s n o m a d e s voilés sont a p p e l é s : seghmara, seghmaren (Iseqqamaren pluriel
de Aseqqamar vocable encore porté par u n e p o p u l a t i o n vivant actuellement en Ahaggar et dans l ' A d r a r des Iforas), p u i s aux x i v - x v siècles désignés par le g é n é r i q u e
de mule mīn ou al-mula amūn (porteur de li a m , «les voilés»), enfin p l u s t a r d
e n c o r e par celui de Tuareg/Touaregs.
Alors q u e les Anbiya sont c o n s i d é r é s c o m m e des islamisateurs d a n s les traditions
orales de l ' A h a g g a r , a u c u n e référence à un p r o s é l y t i s m e m u s u l m a n p o r t a n t ce n o m
e

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a u Sahara c e n t r a l et occidental, n ' a p p a r a î t d a n s la l i t t é r a t u r e . I b n K h a l d o u n , p o u r t a n t prolixe sur l ' h i s t o i r e et les n o m s d e t r i b u s b e r b è r e s , n e cite p a s u n e seule fois
les Anbiya, d e m ê m e q u e R. M a u n y d a n s son livre Tableau géographique de l'ouest
africain au Moyen Age, (1961), n i le P è r e C h . de F o u c a u l d d a n s s o n d i c t i o n n a i r e
des n o m s p r o p r e s . L e s A l m o r á v i d e s auraient, semble-t-il au X I siècle, défini de n o u velles r é p a r t i t i o n s d u p o u v o i r des confédérations et des t r i b u s au S a h a r a , inscrivant
définitivement d a n s l ' H i s t o i r e le n o m des p r i n c i p a l e s familles a y a n t participé à leur
é p o p é e , a u d é t r i m e n t d ' a u t r e s g r o u p e s d o n t l ' e n t i t é a d i s p a r u . D e g r a n d s p a n s de
l'histoire orale s a h a r i e n n e n e s e m b l e n t pas avoir été p r i s e n c o m p t e p a r les historiens arabes et les lettrés q u i vivaient s u r t o u t a u t o u r des g r a n d e s cités.
e

Q u a n t à l'assimilation anbiyā, ( p r o p h è t e s m u s u l m a n s ) Anbiya/Lambiya
(tribu de
voilés), p a r des B e r b è r e s n é o p h y t e s m u s u l m a n s et q u i p a r l a i e n t p e u o u pas d u t o u t
l'arabe, n o u s n e p o u v o n s p o u r le m o m e n t ni l'affirmer, n i l ' i n f i r m e r , à défaut d e
d o c u m e n t s h i s t o r i q u e s p l u s p r é c i s et d ' u n e m é t i c u l e u s e analyse l i n g u i s t i q u e des
écrits o r i g i n a u x e n a r a b e . P e u t - ê t r e aussi q u e ce n o m a s u b i des d é f o r m a t i o n s q u ' i l
sera un jour possible de d é c r i p t e r à travers les siècles.
N o u s p o u v o n s c e p e n d a n t e s t i m e r q u e ces Anbiya, p a r t i e i n t é g r a n t e des Sanha a,
se s i t u e n t p a r m i les a n c ê t r e s d e s T o u a r e g s a c t u e l s .
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e

e

M . GAST

A214. ANCORARIUS ou ANCHORARIUS MONS
N o m d ' u n e m o n t a g n e de M a u r é t a n i e C é s a r i e n n e q u i a p p a r a î t d a n s d e u x textes :
P l i n e l ' A n c i e n , X I I I , 9 5 à p r o p o s d u citrus et A m m i e n M a r c e l l i n X X I X , 5, 17,
d a n s le récit de la g u e r r e c o n t r e F i r m u s .
C e n o m s e m b l e dérivé d u latin ancora et n e p r é s e n t e r a u c u n c a r a c t è r e i n d i g è n e .
M a i s o n n e p e u t d i r e s'il s'agit de la t r a d u c t i o n l a t i n e d'un t o p o n y m e i n d i g è n e o u
d ' u n t o p o n y m e forgé p o u r u n e r a i s o n q u i n o u s é c h a p p e . P o u r t a n t F . K h a d r a (Les
Djeddars, monuments funéraires de la région de Frenda, Alger, 1983, p . 244-245) signale
u n e m a r q u e de t â c h e r o n Acorariu q u ' e l l e r a p p r o c h e
d'Ancorarius.
L e texte de base est celui d ' A m m i e n M a r c e l l i n q u i décrit le d é r o u l e m e n t des opér a t i o n s de T h é o d o s e et localise c e t t e m o n t a g n e p a r r a p p o r t à Castellum
Tingitanum
(El A s n a m , ex-Orléansville) : « T h é o d o s e s'avança j u s q u ' à Castellum
Tingitanum;
p u i s , franchissant le Mons Ancorarius il a t t a q u e les M a z i c e s et F e r i c i u s , préfet d e
la tribu q u i avait aidé le parti d u p e r t u r b a t e u r de la tranquillité p u b l i q u e . . . » ( A m m i e n
M a r c e l l i n , X X I X , 5, 17). L e s M a z i c e s sont r e l a t i v e m e n t b i e n localisés d a n s la vallée d u Chélif; d e u x textes é p i g r a p h i q u e s en p a r t i c u l i e r les y m e n t i o n n e n t ( P h .
L e v e a u , L ' a i l e I I des T h r a c e s , les M a z i c e s et les praefeti G e n t i s en Afrique d u n o r d ,
Antiq. Afric, t. 7 , 1972, p . 1 7 1 - 1 7 5 , o ù j ' a d m e t t a i s l'identification de l'Ancorarius
et d e l ' O u a r s e n i s ) . M a l h e u r e u s e m e n t A m m i e n M a r c e l l i n n e dit p a s si T h é o d o s e
s'est dirigé vers le n o r d o u vers le s u d . Allant vers le sud, il aurait franchi l ' O u a r s e nis q u i serait l'Ancorarius et a t t a q u é les M a z i c e s d a n s le S e r s o u . D a n s l ' a u t r e cas,
il aurait traversé vers le n o r d la vallée d u Chélif, p o u r a t t a q u e r les M a z i c e s , à l'intérieur d u massif l i t t o r a l ; le mons Ancorarius serait soit la m o n t a g n e q u i sépare la

vallée d u C h é l i f de la d é p r e s s i o n de l ' o u e d H a m e l i l coulant de B e n i N a r i a (ex- Flatters) à D a m o u s (c'est-à-dire la m o n t a g n e de Medjadja), soit celle q u i , p l u s à l'ouest,
b o r d e la plaine d u C h é l i f (région de Kalaa et Timici). L ' i d e n t i f i c a t i o n de l'Ancorarius avec un é l é m e n t des chaînes littorales s e m b l e préférable à celle p r o p o s é e p a r
E d . C a t e n t r e l'Ancorarius et l ' O u a r s e n i s (Essai sur la province romaine de Maurétanie césarienne, P a r i s , 1 8 9 1 , p . 21) et à p r o p o s de laquelle St. G s e l l e x p r i m a i t son
scepticisme (St. G s e l l : Société archéologique du département de Constantine, Souvenir d u C i n q u a n t e n a i r e , t. X X X V I d u R.S.A.C.,
1902, p . 36 et Atlas archéologique
de l'Algérie, A l g e r , 1 9 1 1 , f. 2 3 , 1). E n effet u n e localisation des M a z i c e s d a n s le
S e r s o u est p e u v r a i s e m b l a b l e , m ê m e si l'on i m a g i n e q u ' i l s fuyaient.
P a r c o n t r e l'identification p r o p o s é e n'est pas e n c o n t r a d i c t i o n avec le texte de
P l i n e l ' A n c i e n Ancorarius mons vocatur citerioris Mauretaniae,
qui
laudatissimum
dedit citrum iam exhaustus ( X I I I , 95). Il n ' y a a u c u n e raison de t r a d u i r e c o m m e
A. E r n o u t (Les Belles Lettres, éd. B u d é , p . 49) citerior par l'intérieur ; citerior se comp r e n d p a r référence à ulterior : la M a u r é t a n i e C i t é r i e u r e est la C é s a r i e n n e , l ' U l t é r i e u r e est la T i n g i t a n e . E n s e c o n d lieu, le citrus ( t h u y a de B a r b a r i e o u Callittis articulata (Olk, R.E., I I I , 2, col. 2621-2624) n ' e s t p a s un arbre d ' a l t i t u d e car s'il s u p p o r t e m i e u x la sécheresse q u e le p i n d ' A l e p , il est sensible au f r o i d ; il p e u p l e , d a n s
l'ancienne C é s a r i e n n e , le D a h r a (c'est-à-dire en général la b a n d e m o n t a g n e u s e s'étend a n t e n t r e l ' O r a n i e et la M i t i d j a ) , l ' O u a r s e n i s occidental, les p l a t e a u x de F r e n d a
et de T l e m c e n , le Sahel d ' O r a n et les T r a r a (J. D e s p o i s , L'Afrique du nord, P a r i s ,
P . U . F . , 1964, p . 89). L ' O u a r s e n i s se p r ê t e d o n c m o i n s b i e n q u e la z o n e m o n t a g n e u s e littorale à l'exploitation d u citrus. E n t r o i s i è m e lieu, et cela s e m b l e le p o i n t
le p l u s i n t é r e s s a n t , il est possible d'établir u n r a p p o r t e n t r e la v o g u e des tables de
citrus et la p é n é t r a t i o n r o m a i n e e n C é s a r i e n n e . P l i n e n o t e q u e « T h é o p h r a s t e ne
dit m o t des tables de citrus et q u e l'on n ' e n m e n t i o n n e n u l l e p a r t avant celles de
C i c e r o n ; ce q u i p r o u v e qu'elles s o n t récentes » ( X I I I , 102). O r , à l ' é p o q u e de P l i n e ,
le citrus de l'Ancorarius est épuisé tandis q u e l'exploitation c o n t i n u e ailleurs en César i e n n e . M ê m e si l ' o n dissocie c o n q u ê t e militaire et c o m m e r c e , et m ê m e si l'on tient
c o m p t e de la g r a n d e valeur de ce bois q u i pouvait r e n d r e son exploitation r e n t a b l e
m a l g r é des t r a n s p o r t s longs et i n c e r t a i n s , il s e m b l e p e u v r a i s e m b l a b l e q u e , b i e n
avant la s e c o n d e m o i t i é d u I siècle, les t h u y a s d e l ' O u a r s e n i s o c c i d e n t a l aient été
exploités jusqu'à épuisement de l'arbre. C'est m o i n s étonnant p o u r u n e région proche
de la m e r et p e u éloignée de la c o l o n i e a u g u s t é e n n e de Cartenae ( T é n è s ) c o n v e n a n t
p a r f a i t e m e n t au t h u y a et de c i r c u l a t i o n r e l a t i v e m e n t aisée. ( P h . L e v e a u , « R e c h e r ches historiques sur u n e région m o n t a g n e u s e de M a u r é t a n i e C é s a r i e n n e , des T i g a v a
castra à la m e r » , M.E.F.R.A.,
t. 8 9 , 1977, p . 2 8 9 - 3 0 4 ; Id. Caesarea de Maurétanie,
P a r i s , 1984, p . 4 9 6 ) .
er

U n e identification d u Mons Ancorarius avec des petites m o n t a g n e s mal individualisées sur les cartes m o d e r n e s p e u t apparaître é t o n n a n t e , mais elle s'accorde avec
la b o n n e c o n n a i s s a n c e des r é g i o n s littorales de l'Afrique p a r les R o m a i n s d u prem i e r siècle, q u i t r a n s p a r a î t d a n s la densité des sites p o r t é s p o u r cette r ég i o n s u r
la carte de P t o l é m é e , m ê m e si b i e n souvent o n n e p a r v i e n t p a s à les localiser
exactement.
P h . LEVEAU.

A215. ANDA
L e vocable anda q u i est p r o b a b l e m e n t u n e v a r i a n t e de amda et tamda « étang »
o u « m a r e » d a n s certains dialectes b e r b è r e s d u n o r d d u M a g h r e b et q u i p o u r r a i t
être r e n d u p a r l'arabe garεa, n ' e s t attesté q u e t r o i s fois d a n s la t o p o n y m i e de la
T u n i s i e s e p t e n t r i o n a l e . L e s s o u r c e s , de n a t u r e très différente, c o m p r e n n e n t les
Punica d ' A p p i e n , historien alexandrin d u II siècle, le Kitâb al-Masâlik wa l-Mamâlik
e

e

d'el-Bekri, g é o g r a p h e arabe d u X I siècle, la carte a u 1/50 000 de M a t e u r (Atl. arch.
Tun., f. X I I , 155, 156, 189).
1.

Appien

L a ville n o m m é e 'Avδα est citée lors de la c a m p a g n e de Scipion l'Africain pend a n t l'hiver 2 0 4 - 2 0 3 avant n o t r e ère. L ' a t t a q u e s u r p r i s e d u général r o m a i n c o n t r e
les c a m p s d ' H a s d r u b a l et de S y p h a x , près d ' U t i q u e , p r o b a b l e m e n t à M e n z e l elG h o u l , obligea le chef c a r t h a g i n o i s à se réfugier à 'Avδα. L e site exact de l'agglo­
m é r a t i o n n ' e s t pas c o n n u , mais A p p i e n écrit q u ' H a s d r u b a l , c o n d a m n é à m o r t à Cartilage, p u t y lever, a p p r o v i s i o n n e r et e n t r a î n e r d e s t r o u p e s sans q u e les belligérants
r o m a i n s , p u n i q u e s et n u m i d e s g r o u p é s d a n s la vallée d u Bagrada et sur le littoral
n'en eussent rien su. Il faut d o n c en d é d u i r e q u e le vaincu s'était enfui d a n s l'Atlas
tellien après avoir e m p r u n t é la dépression d ' A ï n G h e l l a et avait refait ses forces
d a n s u n e région m o n t a g n e u s e alors m a r é c a g e u s e et difficile d ' a c c è s .

2.

El-Bekri

L e g é o g r a p h e d o n n e d e u x r e n s e i g n e m e n t s : Anda d é p e n d a i t a d m i n i s t r a t i v e m e n t
de Bā a (Beja). Sa r e n o m m é e v e n a i t de sa richesse en f r o m e n t .
εanda était d o n c d a n s u n e des g r a n d e s régions céréalières de la T u n i s i e d u n o r d ,
c'est-à-dire ou b i e n d a n s la vallée de la M e d j e r d a , o u b i e n d a n s les « p a y s des calcaires» d u T e l l s e p t e n t r i o n a l . D a n s cette d e r n i è r e d i r e c t i o n , le g o u v e r n o r a t de Bā a
atteignait la région de M a t e u r .
3. — La carte au 1/50 000
E l H a n d a (le H n o t e , hâ ou â sur les cartes) recèle des r u i n e s a n t i q u e s . Les collines d'el H a n d a étaient voisines d u territoire riche en vignobles de la respublica Bihensis Bilta (ou Belta) d o n t le s e c o n d t e r m e , de l e c t u r e incertaine, est c o m p a r a b l e à
Balta louée par el-Bekri p o u r l ' a b o n d a n c e de ses raisins dans la p h r a s e m ê m e où
il cite 'Anda.
Sans qu'il soit possible de trancher la question, il est tentant de considérer qu' Avδα
d ' A p p i e n et anda d'el-Bekri étaient u n e seule et m ê m e localité située sur le Henchir
el Handa, à c i n q u a n t e k i l o m è t r e s d ' U t i q u e , d a n s u n e région a u x e m b l a v u r e s n o m b r e u s e s , q u i d é p e n d a i t de B ā a au IX siècle, s u r les b o r d s de la garεa
et-Toubia,
d a n s les collines des Béjaoua o r i e n t a u x .
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Poteries des Andalouses. Différents types d'urnes. En haut, à gauche,
jarre provenant du tumulus III du Djebel Lindlès. Dessin de G. Vuillemot.

A216. ANDALOUSES (les)
Site a r c h é o l o g i q u e i m p o r t a n t s i t u é sur le littoral à 30 k m à l ' o u e s t d ' O r a n , au
fond d ' u n e baie d é l i m i t é e par les caps F a l c o n et L i n d l è s . L a p r é s e n c e de r u i n e s
r o m a i n e s a fait s u p p o s e r q u e cette escale c o r r e s p o n d a i t aux Castra Puerorum de
l ' I t i n é r a i r e d ' A n t o n i n . L ' i n t é r ê t d u site réside d a n s la n é c r o p o l e et l'habitat p r é r o m a i n s . P a r un c u r i e u x c o n c o u r s de c i r c o n s t a n c e s , le n o m d o n n é à l'exploitation
agricole, p u i s à la station b a l n é a i r e des « A n d a l o u s e s », fait référence i m p l i c i t e m e n t
a u x relations e n t r e cette p a r t i e d e la côte a l g é r i e n n e et la P é n i n s u l e i b é r i q u e ; or
le site des A n d a l o u s e s a livré la p l u s i m p o r t a n t e collection de p o t e r i e s i b é r i q u e s
jamais recueillies en Afrique d u n o r d .
L e s fouilles c o n d u i t e s p a r G . V u i l l e m o t de 1951 à 1957, à la suite de q u e l q u e s
sondages effectués p a r P . C i n t a s , o n t p o r t é s u r la n é c r o p o l e , s u r d e u x q u a r t i e r s
de la ville et s u r des t u m u l u s d u Djebel L i n d l è s .
C e s t u m u l u s o n t révélé l ' i m p o r t a n c e des relations établies dès le VI siècle av.
J.-C. e n t r e les N u m i d e s d u voisinage et les P u n i q u e s établis s u r u n e côte basse
n'offrant a u c u n e défense, alors q u e C a p L i n d l è s aurait p u servir d ' i m p l a n t a t i o n
à un c o m p t o i r facile à d é f e n d r e . C e t t e situation d e la ville i m p l i q u e d o n c des relations de b o n voisinage e n t r e i n d i g è n e s et O r i e n t a u x . L e s strates les p l u s p r o f o n d e s
ne c o r r e s p o n d e n t g u è r e à u n e a g g l o m é r a t i o n i m p o r t a n t e ; ce n ' e s t q u ' a u III siècle
q u e la ville s ' é t e n d et q u e se m u l t i p l i e n t des é l é m e n t s a r c h i t e c t u r a u x (cippes, colonnes, corniches...) q u i d é p e n d e n t é t r o i t e m e n t de la c u l t u r e p u n i q u e d e v e n u e celle
des rois n u m i d e s p u i s m a u r e s . A la m ê m e é p o q u e , et s u r t o u t au siècle s u i v a n t , la
c é r a m i q u e révèle l ' i m p o r t a n c e des é c h a n g e s avec l ' E s p a g n e . P a r m i ces t é m o i g n a ges, il faut retenir les belles c é r a m i q u e s i b é r i q u e s p e i n t e s à l'aide du p i n c e a u m u l t i ple utilisé c o m m e u n c o m p a s et p r é s e n t a n t les formes classiques illustrées p a r les
n o m b r e u x sites i b é r i q u e s : c a l a t h o s , u r n e s p a n s u e s et « s o m b r e r o de c o p p a » .
C ' e s t , semble-t-il, de la n é c r o p o l e des A n d a l o u s e s o u d ' u n site très voisin q u e
p r o v i e n t la très i m p o r t a n t e série de poteries i b é r i q u e s conservées a u M u s é e a r c h é o logique de M a d r i d sous la m e n t i o n « N é c r o p o l i s ibérica de O r a n » . C e t t e collection
q u i p r o v i e n t de fouilles c l a n d e s t i n e s de A. M a n c h e c a a été a c q u i s e en 1934. Son
origine a l g é r i e n n e avait été à l ' é p o q u e mise en d o u t e par E . A l b e r t i n i m a i s , d e p u i s
les d é c o u v e r t e s d e c é r a m i q u e s s e m b l a b l e s en d i v e r s p o i n t s d u M a r o c par M . T a r r a dell et en Algérie occidentale ( S a i n t - L e u , A n d a l o u s e s ) , le d o u t e n ' e s t plus p e r m i s .
L ' i m p o r t a n c e de cette c é r a m i q u e est telle a u x A n d a l o u s e s q u e G . V u i l l e m o t s u p pose q u ' u n e p a r t i e de la p o p u l a t i o n de la ville p o u v a i t être d ' o r i g i n e i b é r i q u e et
il croit en t r o u v e r la c o n f i r m a t i o n d a n s le rite funéraire de l ' i n c i n é r a t i o n . Celui-ci
est la p r a t i q u e d o m i n a n t e , s i n o n exclusive, p e n d a n t p l u s i e u r s siècles, mais le cas
se r e t r o u v e e n d ' a u t r e s sites de l'Algérie o c c i d e n t a l e , m ê m e à l ' i n t é r i e u r des t e r r e s .
Elle est relayée, a u x A n d a l o u s e s , p a r l ' i n h u m a t i o n a u c o u r s d u I siècle av. J . - C .
e

e

er

e

L a ville atteint s o n extension m a x i m a l e au I I siècle av. J . - C . p u i s disparaît totalem e n t a u cours de la d e u x i è m e m o i t i é d u I siècle, sans d o u t e d u r a n t les g u e r r e s
civiles e n t r e C é s a r i e n s et P o m p é i e n s p u i s e n t r e p a r t i s a n s d ' A n t o i n e et d ' O c t a v e au
c o u r s desquelles furent i m p l i q u é s les rois m a u r e s .
er

BIBLIOGRAPHIE
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C.T.H.S.,

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VUILLEMOT G . ) , Reconnaissances aux échelles puniques d'Oranie, Autun, 1 9 6 5 , 4 5 1 p.
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G . CAMPS

A217. AL ANDALUS (Les Berbères en Al-Andalus)
U n e c e r t a m e p r é s e n c e b e r b è r e d a n s la P é n i n s u l e ibérique est c o n s t a n t e t o u t au
long de l'histoire, mais l'entrée massive de ces p e u p l e s n e se réalisa q u ' à partir d u
VIII siècle et affecta n a t u r e l l e m e n t les territoires des a n c i e n n e s B é t i q u e et C a r t h a ginoise, c'est-à-dire un e n s e m b l e d e terres p l u s é t e n d u e s q u e l'actuelle A n d a l o u s i e .
L e s Berbères e n al-Andalus a p p a r a i s s e n t c o m m e u n e c o m p o s a n t e d ' u n e société
h é t é r o g è n e , p é n é t r é e p a r l'Islam et l e n t e m e n t arabisée q u i d o n n a naissance à u n e
c u l t u r e dite h i s p a n o - a r a b e voire arabo-andalouse d a n s l ' é t u d e de laquelle o n a t r o p
négligé le rôle t e n u p a r ces B e r b è r e s .
e

E

Les royaumes berbères en Al-Andalus, au XI siècle.
(Carte établie par E. Molina-Lopez et J. Bosch-Vilà).

Les Berbères et l'Hispanie préislamique
D e s g r o u p e s b e r b è r e s furent p r é s e n t s sur le t e r r i t o i r e h i s p a n i q u e dès l ' A n t i q u i t é .
D u r a n t l ' A n t i q u i t é , t o u t e t e n t a t i v e d ' é t a b l i s s e m e n t de B e r b è r e s en E s p a g n e fut
r e p o u s s é e parce q u ' e l l e se h e u r t a i t à u n p o u v o i r fort sur la rive e u r o p é e n n e d u
D é t r o i t , p o u v o i r q u i , sur la rive o p p o s é e , e n t r e t e n a i t u n e force militaire n o n m o i n s
solide q u i contrôlait des t r i b u s p l u s ou m o i n s s o u m i s e s .
Il n ' e s t pas indifférent q u e les m e n t i o n s h i s t o r i q u e s les p l u s a n c i e n n e s d ' u n e p r é sence de B e r b è r e s dans la P é n i n s u l e soient celles de m e r c e n a i r e s , fonction q u e les
B e r b è r e s exercèrent j u s q u ' à des t e m p s très p r o c h e s de n o u s p r e s q u e t o u t au long
de l ' H i s t o i r e , exceptées les rares é p o q u e s glorieuses où ces g r o u p e s e t h n i q u e s réussirent à c o n s t i t u e r des r o y a u m e s et des dynasties. D u r a n t l ' A n t i q u i t é classique, la
p r é s e n c e de B e r b è r e s c o m m e auxiliaires des a r m é e s r o m a i n e s n ' a g u è r e d ' i m p a c t
c u l t u r e l en raison de la p r o f o n d e r o m a n i s a t i o n de l ' E s p a g n e et m ê m e d u N o r d de
la M a u r é t a n i e . C e t t e r o m a n i s a t i o n gêna l'éclosion d ' u n e identité b e r b è r e j u s q u ' à
l ' a p p a r i t i o n de l ' I s l a m q u i i n c o r p o r a à son t o u r les d e u x p a y s , m a i s il existait des
g r o u p e s berbères insoumis q u i ne reconnaissaient pas l'autorité de R o m e et il existe
des p r e u v e s c o n c r è t e s de leur p é n é t r a t i o n en B é t i q u e . L e s sources textuelles et épig r a p h i q u e s p e r m e t t e n t de r e c o n n a î t r e u n e p r e m i è r e incursion au II siècle, p e u de
t e m p s après la m o r t de V e r u s , e n 169. U n e s e c o n d e paraît avoir eu lieu vers l'an
175. L'une et l ' a u t r e étaient le fait de M a u r e s d e T i n g i t a n e q u i disposaient d o n c
d ' e m b a r c a t i o n s p o u r franchir le D é t r o i t .
e

L'arrivée des Berbères en al-Andalus
J u s q u ' e n juillet 710 (ramadan 91) les sources dignes de foi sont m u e t t e s sur d'autres
possibles i n c u r s i o n s m a u r e s en E s p a g n e . A cette date un b e r b è r e zénète, disent les
sources arabes, T a r i f b e n M a l l ū k avec 4 0 0 o u 5 0 0 h o m m e s , sans d o u t e b e r b è r e s
é g a l e m e n t , effectue la traversée, d é b a r q u e en E s p a g n e , et à la s u i t e d ' u n e simple
incursion, r a m è n e d u b u t i n . A la fin d'avril 711 (ra ab 92), Tāriq b e n Ziyād, pro­
b a b l e m e n t zénète lui aussi, c o m m a n d e u n e véritable expédition c o m p t a n t 7 0 0 0
h o m m e s a u x q u e l s s'ajoutent, p e u a p r è s , 5 0 0 0 a u t r e s p r e s q u e t o u s zénètes si o n
en croit les c h r o n i q u e s , mais p a r m i lesquels il y aurait eu des m é t i s , p r e u v e d ' u n
contact ancien avec les p o p u l a t i o n s noires s a h a r i e n n e s . C e t t e e x p é d i t i o n o u v r e en
g r a n d les portes de l'Andalousie et r e n d possible l'établissement massif de t r i b u s
de p r o v e n a n c e s distinctes dans le territoire h i s p a n i q u e . L a défaite d u roi R o d r i g u e
(19 juillet 711) fut suivie de la c h u t e de la m o n a r c h i e w i s i g o t h i q u e . L ' e n t r é e des
Berbères changea le cours latino-chrétien et hispano-wisigothique de l'histoire pénin­
sulaire, m e t t a n t en place les f o n d e m e n t s d ' u n e c u l t u r e arabo-islamique dans laquelle
l'élément b e r b è r e , bien q u e n o n p r é d o m i n a n t , conserva tout son d y n a m i s m e et con­
t r i b u a g r a n d e m e n t à assurer l ' i d e n t i t é et la spécificité de cette c u l t u r e .
L e s t r i b u s b e r b è r e s q u i t r a v e r s è r e n t à p l u s i e u r s reprises le D é t r o i t a p p a r t e n a i e n t
aussi bien au Botr q u ' a u x Branès, mais ce sont surtout les Berbères d u groupe Zénète
q u i p a r t i c i p è r e n t à la c o n q u ê t e . P l u s i e u r s fractions de M a t g a r a , de la confédération
des BanūF a t i n , q u i selon I b n K h a l d o u n h a b i t a i e n t des cabanes de b r a n c h a g e s ,
s'associèrent à de n o m b r e u x M e d y u n a āet M i k n ā s a ainsi q u ' à des g r o u p e s
H a w w ā r a , Nefzawa, G o m ā r a et M a s m ū d a d a n s l ' a r m é e de T ā r i q . M a i s ce n ' é t a i t
qu'un d é b u t . L ' a t t r a i t des r i c h e s terres d ' E s p a g n e fut tel q u e , c o m m e l'écrit
M a q q a r ī , les gens d u n o r d de l'Afrique v e n u s de p a r t o u t p a s s è r e n t en al-Andalus
en traversant la m e r avec leurs b i e n s . L u i s del M â r m o l Carvajol, q u i écrivait à la
fin d u XVI siècle, n o t e b i e n q u e les Africains q u i passèrent ainsi en E s p a g n e après
la victoire des M u s u l m a n s sur les W i s i g o t h s , a p p a r a i s s e n t p l u s c o m m e des colonisateurs que c o m m e des guerriers, arrivant avec femmes et enfants en si grand n o m b r e
q u e religion, c o u t u m e s et l a n g u e s furent i m p o r t é e s et q u e m ê m e des villages, des
m o n t a g n e s et des c o u r s d ' e a u c h a n g è r e n t de n o m .
e

E n r e g r o u p a n t les différentes d o n n é e s des h i s t o r i e n s arabes o n p e u t dresser le
catalogue partiel des tribus berbères, arabisées ou n o n , qui s'établirent en al-Andalus :
ce sont les B a n ūIfran, BanūIlān (ou Aylān), B a n ū Qazar, Banū A w s ā a, Banū
Ilyās, Banū Šamlāl, B a n ū Y a h y ā K a īr. A ces g r o u p e s zénètes et M a s m ū d a éta­
blis très tôt en al-Andalus, s'ajouta u n e fraction des Nafza ou M a g ī l a qui passè­
r e n t en E s p a g n e avec ' A b d e r R a m ā n ad D ā h i l , b e n M o ' a w i y a , le fondateur de la
dynastie O m e y y a d e d ' O c c i d e n t .
L e r e c r u t e m e n t de mercenaires dans les armées de C o r d o u e entraîna, surtout dans
la seconde m o i t i é d u X siècle, l ' i m m i g r a t i o n de n o u v e a u x b e r b è r e s a c c o m p a g n é s
de leurs familles; ce sont encore des Zénètes et des M a s m o u d a mais s'y ajoutent
des Sanhā a d'Iffīqiya tels q u e les M a l z ū z a , A z d a a, S a d ī n a et U l h ā s a . Awrāba
et Z u w ā w a , de la confédération K e t ā m a , se t r o u v a i e n t établis d a n s la P é n i n s u l e
d a n s les d e r n i è r e s années d u Califat. Ainsi, les trois grands r a m e a u x e t h n i q u e s ber­
b è r e s étaient r e p r é s e n t é s en al-Andalus au m i l i e u d u X I siècle.
L e s i n t e r v e n t i o n s a l m o r á v i d e s , puis a l m o h a d e s , à partir d u X I siècle, p r o v o q u è r e n t l'installation de n o u v e a u x a r r i v a n t s , des anha a d u désert et des M a s m ū d a
de l'Atlas et, p l u s t a r d , des B e n i M e r i n qui a p p a r t e n a i e n t , e u x , au g r o u p e z é n è t e .
M a i s il s'agit s u r t o u t de t r o u p e s d e m e r c e n a i r e s . L a présence militaire de ces grou­
pes b e r b è r e s d e v i n t pesante d a n s le r o y a u m e n ā ride l o r s q u ' u n c h e f c o m m e Sayh
al G u z ā t al M a g a r i b a prit la tête de ces g u e r r i e r s . D e puissants lignages b e r b è r e s
se m a i n t i e n n e n t à G r e n a d e j u s q u e d a n s les d e r n i è r e s années d u r o y a u m e m u s u l m a n . Il n'est d o n c pas s u r p r e n a n t de retrouver les d e s c e n d a n t s de ces b e r b è r e s q u i
s'étaient e n r a c i n é s en al-Andalus p a r m i les M u d e j a r de M u r c i e , o u des terres castillanes et aragonaises, sans parler des M o r i s q u e s i m m i g r é s dans le s u d de la F r a n c e
m a i s s u r t o u t en T u n i s i e et d a n s d ' a u t r e s terres d'asile nord-africaines.
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Implantations berbères en al-Andalus
L e s établissements b e r b è r e s en al-Andalus p e u v e n t se répartir en 5 zones : S u d ,
C e n t r e , M a r c h e s ( T u g ù r ) , L e v a n t , (Sarq) et Baléares.
L a z o n e d u S u d c o m p r e n d les n o y a u x de p o p u l a t i o n s b e r b è r e s établis d a n s
l'Algarve, la N i e b l a (Huelva), la S e r r a n í a de R o n d a (Málaga), les z o n e s m o n t a g n e u ses de l'actuelle p r o v i n c e de C a d i x et la Sierra N e v a d a . Ces g r o u p e s étaient en contact avec ceux d u C e n t r e , c'est-à-dire ceux de la région de los P e d r o c h e s (nord de
C o r d o u e ) et de la Sierra M o r e n a . L e s g r o u p e s de la région d u C e n t r e q u i c o m p r e naient é g a l e m e n t les foyers b e r b è r e s des p r o v i n c e s actuelles de C u e n c a , G u a d a l a jara et T o l è d e , constituaient le p e u p l e m e n t le p l u s n o m b r e u x et le p l u s dense. Ils
subissaient aussi d e plus la p r e s s i o n d u p o u v o i r c e n t r a l i s a t e u r de C o r d o u e et, dans
les villes, ils étaient les plus sensibles à l'arabisation culturelle. L e bloc des M a r ches s'étendait s u r la région de M é r i d a (Badajoz), la vallée d u G u a d i a n a et, plus
au nord, celles d u T a g e et du M o n d e g o ; les p r i n c i p a u x centres u r b a i n s étaient Talavera, C o r a , M e d e l l í n , Astorga et C o ï m b r e . C e bloc très dense c o m m u n i q u a i t avec
u n e a u t r e zone aussi p e u p l é e c o u v r a n t la totalité d e la h a u t e vallée d u T a g e et qui
se prolongeait j u s q u ' a u H a u t - D o u r o (Castille) et au J a p o n (Aragon). D e s g r o u p e s
p l u s dispersés o c c u p a i e n t la M a r c h e s u p é r i e u r e , c'est-à-dire la quasi-totalité de la
p r o v i n c e actuelle de T e r u e l et la p a r t i e orientale de celles de C u e n c a , Valence et
Castellón. L a p o p u l a t i o n b e r b è r e de cette région était s u r t o u t d ' o r i g i n e H a w w ā r a
et m a d y ū n a ; il existait aussi des n o y a u x zénètes tandis q u e les S a n h ā g a occupaient
plutôt la région méridionale d u L e v a n t , les provinces actuelles d'Alicante et d'Alme­
ría. U n témoignage de l ' i m p o r t a n c e d u p e u p l e m e n t berbère de ces régions est d o n n é
p a r de n o m b r e u x t o p o n y m e s tels q u e A t z n e t a o u Atzaneta (Zanāta), Atzueva
(Zwāwa), Favara ( H a w w a r a ? ) , Senija ( S a n h ā a) et les n o m b r e u x « B e n i » suivis d u
n o m de famille b e r b è r e ou arabisé.

D a n s les îles Baléares, de n o m b r e u x témoignages p e r m e t t e n t d'affirmer q u e s'éta­
blirent des fractions, familles ou g r o u p e s G u m ā r a , M a t g ā r a , H a w w ā r a , M a mūda,
Z a n ā t a , Sadīna, M a l ī l a , Nafza, H a s k ū r a et M a s ū f a ; à ces d e r n i e r s a p p a r t e n a i e n t
les B a ñ u G ā n i y a q u i furent les d e r n i e r s g o u v e r n e u r s almorávides de M a j o r q u e et
des autres îles.
L e s Z é n è t e s et les g r o u p e s q u i leur sont plus ou m o i n s a p p a r e n t é s sont particul i è r e m e n t n o m b r e u x d a n s le s u d et le centre. O n p e u t citer en particulier les B a n ū
Birzāl arrivés c o m m e m e r c e n a i r e s au t e m p s d ' A l - H a am I I , d a n s la seconde moi­
tié d u X siècle. D e v e n u s i n d é p e n d a n t s au X I siècle, ils s'établissent dans les terri­
toires de C a r m o n a , Ecija et A l m o d o v a r del R í o d a n s la p r o v i n c e d e Séville. C i t o n s
encore les BanūI z n i y a n arrivés au t e m p s d ' A l - H a a m II ou d ' A l - M a n ūr i b n Abī
' A m i r , dont l ' u n e des familles, celle des BanūJizrūn, devint m a î t r e s s e de M e d i n a
Sidonia, d ' A r c o s et de C a d i x . O n t r o u v e les BanūIfrān à M a l a g a , R o n d a et J a é n ,
les BanūIlyās à M e d i n a S i d o n i a eux-aussi, les B a n ū Z a r w ā l q u i a p p a r t i e n n e n t à
la t r i b u des M a g ī l a , o c c u p a n t p e u t - ê t r e la S e r r a n i a de R o n d a ; en ce m ê m e lieu
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Établissements berbères les plus importants en Al-Andalus.
(Carte établie par E. Molina-Lopez et J. Bosch-Vilà).

s'établirent les Banūa l - H a l ī de la t r i b u M a d y ū n a dont c e r t a i n s é l é m e n t s étaient
arrivés d a n s la P é n i n s u l e avec
r i q . L e s Banū Gahwar, famille de la t r i b u des
H a w w â r a avaient leur centre à M a r c h e n a , t a n d i s q u e les colonies de la t r i b u des
A w r ā b a se t r o u v a i e n t dispersées d a n s les territoires de J a é n . D e s familles Azdga,
d o n t les B a n ū D u l a y m et les B a n ū S ā b i q étaient établies à M o r ó n .
D e s Sanhā a v e n u s d'Iffīqiya au d é b u t d u XI siècle se fixèrent dans la C o r a
d'Ilbīra (Grenade). Les B a n ūLaqīt, les Banū al-Galiz, les Banū D a r r ā et les Banū
A ' b d el W a h h ā b étaient aussiSanhāa
;
ces derniers, n o m b r e u x et riches, résidaient
à O s u n a ainsi q u e les Banū Tāhir b e n M a n ā . U n e famille Z a w ā w a de la confédé­
ration K e t ā m a , est signalée à Šaqunā, et u n e a u t r e , les Banū M u h a l l a b , était fixée
au nord-ouest de G r e n a d e où elle possédait les châteaux de T o r r e Cardela et d'Esparraguera. A M e d i n a Sidonia se t r o u v a i e n t les Banū N a b i h et les Banū Abī el-A tāl,
familles de la t r i b u des M a l z ā s a et à O s u n a , encore, se t r o u v a i e n t aussi les
M a s m ā k a Banū T ā r i f g r o u p e a u q u e l a p p a r t e n a i t āli b e n ārif, le « p r o p h è t e »
des Bargawāta. D ' a u t r e s îlots de p e u p l e m e n t b e r b è r e s i n d é t e r m i n é s sont décelables à N i e b l a , C a r a c u e l et d a n s la Sierra de A l m a d é n (le G a b a l al-Barānis).
Nafza et M i k n ā s a se t r o u v e n t , dès les p r e m i e r s t e m p s , d a n s le nord-ouest d'alA n d a l u s , au n o r d d u G u a d i a n a , d a n s les places d e M e r i d a , T a l a v e r a , Coria, d a n s
t o u t e la région, a u j o u r d ' h u i portugaise, de l'Alentejo et en d'autres lieux de l'actuelle
E s t r é m a d u r e , o ù ils étaient p l u s n o m b r e u x q u e les Arabes. L'une de ces familles
o u clans b e r b è r e s était celle des Banū al-Furānik q u i avait son territoire aux alen­
t o u r s de T r u j i l l o . D e s M i k n ā s a , les Banū A f as ou Banū M a s l a m a , d o n t les ancê­
tres s'étaient établis d a n s la r é g i o n de Los P e d r o c h e s (Fa s al-Ballūt), et q u i , pen­
d a n t la période des r o y a u m e s de taīfas furent les seigneurs de Badajoz et d o m i n è ­
rent S a n t a r e m et t o u t le targ al- awfīou M a r c h e d u nord-ouest. S u r ce territoire
il y avait aussi des familles de la t r i b u H a w w ā r a , à laquelle a p p a r t e n a i e n t les Banū
Farfarīn, u n e i m p o r t a n t e famille de M e d e l l i n , n o m b r e u s e et r i c h e , d o n t certains
m e m b r e s h a b i t a i e n t à M é r i d a . L e s Banū a l - Q a m a r ā t ī et les Banū Q a r q ī r étaient
aussi des H a w w ā r a . Les Banū D ā n i s ibn Awsāga, des M a s m ū d a , étaient seigneurs
de C o ï m b r e au X I siècle; leurs a ï e u x avaient r é s i d é , au I X siècle et peut-être auparavant, à Alcacer do Sal (Qa r A b ū D ā n i s ) .
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D a n s le L e v a n t s'installèrent divers g r o u p e s Z a n ā t a , à en juger p a r la t o p o n y ­
m i e . N o u s c o n n a i s s o n s les n o m s des Banū al-Harrūbīde F u e n t e et des colonies
dispersées dans la région de Valence où on d é c o u v r e au milieu d e n o m b r e u x établissements arabes b e a u c o u p de foyers de p o p u l a t i o n b e r b è r e d ' o r i g i n e H a w w ā r a ,
M a d y ū n a et m ê m e K u t ā m a c o m m e les Banū Q ā s i m à A l p u e n t e . D e p u i s Jâtiva
j u s q u ' à T e r u e l , dès le VIII siècle, se trouvaient établis p l u s i e u r s g r o u p e s b e r b è r e s
p a r m i lesquels n o u s citerons les Banū 'Amīra et les Banū G a z l ū n , émirs de T e r u e l
et de Villel, q u i a p p a r t e n a i e n t à la t r i b u U l h ā s a qui est u n e b r a n c h e des Nafza.
D a n s la zone des M a r c h e s ( ugūr) se t r o u v a i e n t de n o m b r e u x g r o u p e s b e r b è r e s .
Ceux-ci étaient e n b o n n e partie les gardiens p e r m a n e n t s de la z o n e frontière avec
le pays des c h r é t i e n s ; ils étaient l'avant-garde d u dār al-Islām car ils constituaient
la force de c o u v e r t u r e q u i protégeait l'intérieur d u territoire et gardait les c h â t e a u x
et voies de c o m m u n i c a t i o n q u i défendaient al-Andalus. L a partie s e p t e n t r i o n a l e de
la cora de S a n t a v e r — les p r o v i n c e s actuelles de C u e n c a , T e r u e l , Guadalajara et
u n e partie de T o l è d e — présentait p l u s q u e t o u t e a u t r e ce caractère de territoire
frontière qui se r e t r o u v a i t à la Sahala (Albarracîn) et sur les terres de la h a u t e vallée d u D o u r o . D e s groupes M a d y ū n a et H a w w ā r a furent les p r e m i e r s Berbères q u i ,
lors de la c o n q u ê t e d ' u n e p a r t i e de la P é n i n s u l e p a r āriq et M ū s a , s'établirent
d a n s ces r é g i o n s . Ils étaient p r é p o n d é r a n t s p a r m i les t r i b u s b e r b è r e s , n o n seule­
m e n t en raison d e leur n o m b r e , m a i s aussi par le rôle politique q u ' i l s jouèrent d a n s
l'histoire d ' a l - A n d a l u s . L ' u n e de ces familles était celle des Banū R a z ī n , fraction
des H a w w ā r a , n o m b r e u s e et r i c h e , q u i occupait des places fortes au s u d de la pro­
vince actuelle de T e r u e l et q u i arriva à constituer à Santa M a r i y a aš-Šarq (Albarrae

cín), u n e d y n a s t i e taïfa; il en fut de m ê m e p o u r les BanūZ a n n ū n à T o l è d e , alors
q u e leur p r e m i e r habitat en al-Andalus se situait sur les terres d ' U c l e s , de H u é lamo et de H u e t e . Avec eux et d a n s la m ê m e cora de Santaver déjà citée, il y avait
des groupes de A w s āet M a l z ū z a , Zanāta, U l h ā s a , Sadīna, M a d y ū n a et M a s m ū d a ,
d o n t n o u s c o n n a i s s o n s q u e l q u e s n o m s de fractions et familles. D a n s u n e situation
avancée de la M a r c h e S u p é r i e u r e (a - gr al-a'là) se t r o u v a i e n t des M a s m ū d a , les
B a n ū T i m l ī t q u i , au X siècle, o c c u p a i e n t la r é g i o n c o m p r i s e e n t r e le Jalon et le
h a u t D o u r o , t r a n s f o r m é en « fief » héréditaire, et q u i possédaient e n o u t r e q u e l q u e s
c h â t e a u x , c o m m e Ateca et P o z u e l de Ariza, e n t r e C a l a t a y u d et Soria. D ' a u t r e s
M a s m ū d a , dans la M a r c h e M o y e n n e (a - agr al-awsat), les B a n ūal-Fara et les
B a n ū Sālim, p r o b a b l e m e n t u n e m ê m e famille à l ' o r i g i n e , d o n n è r e n t leur n o m aux
villes de Madīnat
al-Farag (Guadalajara) et de Madīnat
Sālim
(aujourd'hui
Medinaceli).
U n e source arabo-andalouse, p u b l i é e r é c e m m e n t , qui se r a p p o r t e au X siècle,
p e r m e t d'ajouter les n o m s des t r i b u s G a r ā w a , Z u w ā g a , L a m ā y a , ebāla, K a r n ā t a ,
Sūmfā, H a w l a n a . A celles-ci p e u v e n t s'adjoindre e n c o r e , p o u r les siècles suivants,
des groupes a p p a r t e n a n t aux t r i b u s M i s t ā s a , L u w ā t a , azūla, M a t m ā t a , M a g r a w a ,
M a z ā t a , H a w t ū t a et L a m t ū n a . . . Les Nafzāwa furent é g a l e m e n t p r é s e n t s en
al-Andalus.
L a p e r m a n e n c e b e r b è r e d a n s la P é n i n s u l e n e s'est jamais d é m e n t i e au cours des
siècles. L e u r s d e s c e n d a n t s se r e t r o u v e n t p a r m i d e n o m b r e u x m u d é j a r s aragonais
o u castillans, c e u x de Valence et de M u r c i e et c h e z les M o r i s q u e s . P e u t - ê t r e m ê m e
y a-t-il e n c o r e d u sang b e r b è r e d a n s les veines de certaines familles espagnoles, sur­
t o u t d a n s les régions m é r i d i o n a l e s q u i ont t o u j o u r s eu le plus de relation avec les
terres de l'autre côté d u Détroit. L ' é l é m e n t berbère est souvent présent d ' u n e manière
é v i d e n t e ou insidieuse t o u t le long de l'histoire de l ' E s p a g n e : r a p p e l o n s la c o m p o ­
sition, essentiellement b e r b è r e rifaine, des t r o u p e s v e n u e s d u M a r o c et q u i p r i r e n t
u n e p a r t i m p o r t a n t e à la G u e r r e civile de 1936 à 1939.
L a c o m p o s a n t e b e r b è r e dans la société et la p o p u l a t i o n d'al-Andalus mériterait
d ' ê t r e analysée d ' u n e façon plus m é t h o d i q u e t a n t sur le p l a n a n t h r o p o l o g i q u e q u e
l i n g u i s t i q u e et c u l t u r e l .
L ' h i s t o i r e de la p é r i o d e m u s u l m a n e d a n s la P é n i n s u l e est en effet p o u r u n e p a r t
n o n négligeable une histoire des B e r b è r e s sur le c o n t i n e n t e u r o p é e n . Les p r e m i e r s
c o m b a t t a n t s qui établirent l'Islam en H i s p a n i e furent des B e r b è r e s et ce sont eux
e n c o r e q u i , au c o u r s des siècles, c o n t r i b u è r e n t le p l u s efficacement à la défense d u
califat de C o r d o u e en o c c u p a n t les M a r c h e s ( u g ū r ) ; ce sont les Berbères aussi
q u i , d a n s les a r m é e s o m e y y a d e s , se rebellèrent m a i n t e s fois en allant, au d é b u t d u
XI siècle, j u s q u ' à piller la capitale d u Califat et r u i n e r M a d ī n ā t a z - Z a h r ā ' et
M a d ī n a t az-Zāhira. L e s B e r b è r e s , a p p u y a n t ou r e n v e r s a n t tel o u tel calife, finis­
sent par jouer le rôle politique essentiel et o c c u p e n t m ê m e le p o u v o i r (califes
h a m m û d i d e s ) . P l u s i e u r s r o y a u m e s de Taïfa, q u i e n r i c h i r e n t la c u l t u r e araboislamique, furent des p r i n c i p a u t é s aux m a i n s de familles b e r b è r e s . L e s Berbères
sahariens, avec les A l m o r a v i d e s , les Berbères d u H a u t Atlas avec les A l m o h a d e s
refirent l'unité d'al-Andalus p o u r un siècle et d e m i ; b i e n m i e u x , al-Andalus devient
alors u n e p r o v i n c e de ces d e u x e m p i r e s b e r b è r e s . Berbères encore, furent les défenseurs d u r o y a u m e nasride de G r e n a d e , b e r b è r e s aussi étaient les B e n i M e r i n q u i
p e n d a n t q u e l q u e s a n n é e s , à la fin d u XIII siècle, o c c u p è r e n t le s u d d'al-Andalus,
e n t r e le B a s - G u a d a l q u i v i r q u i avait été r e c o n q u i s par les c h r é t i e n s et le r o y a u m e
de G r e n a d e . D a n s les siècles suivants le m o u v e m e n t de reflux fait r e t o u r n e r en Afriq u e de n o m b r e u x « a n d a l o u s » ; la g r a n d e e x p u l s i o n des M o r i s q u e s , e n t r e 1611 et
1613, r a m è n e au M a g h r e b des p o p u l a t i o n s h i s p a n i s é e s tandis qu'une petite partie,
restée noyée d a n s la p o p u l a t i o n espagnole, c o n t r i b u a au p e u p l e m e n t de l ' A m é r i q u e .
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J . BOSCH VILÁ

A218. ANE
L ' â n e est i n s é p a r a b l e d u p a y s a g e rural nord-africain. C e t é q u i d é de petite taille,
0,90 à 1,20 m è t r e , est présent p a r t o u t , des collines et plaines d u Tell a u x p l u s h a u t s
cols de l'Atlas, d a n s les oasis c o m m e dans les c a m p e m e n t s t o u a r e g s . S'adaptant facil e m e n t à des c o n d i t i o n s aussi diverses, l'âne africain, le b o u r r i c o t , semble, e n c o r e
p l u s q u e le petit b œ u f (race b r u n e d e l'Atlas), r e p r é s e n t a t i f d e la f a u n e d o m e s t i q u e
d u M a g h r e b et du S a h a r a .
L e s statistiques officielles d e s a n n u a i r e s de l ' O . N . U . et de la F . A . O . n e d o n n e n t
qu'une a p p r o x i m a t i o n d u n o m b r e d ' â n e s d o m e s t i q u e s dans les différents pays d u
n o r d - o u e s t de l'Afrique.
L e s r e c e n s e m e n t s seraient-ils p r é c i s q u ' i l subsisterait, a u m o i n s dans les régions
s a h a r i e n n e s , une m a r g e d ' i n c e r t i t u d e d u fait qu'une partie n o t a b l e d e la p o p u l a t i o n
asine est laissée e n liberté et que les bêtes ensauvagées se r e p r o d u i s e n t sans q u e
leur effectif p u i s s e être c o n t r ô l é . L e s variations parfois considérables q u i apparaissent d a n s les statistiques a n n u e l l e s (Libye 3 6 0 0 0 ânes e n 1 9 5 2 , 6 5 0 0 0 e n 1955
et 132 0 0 0 e n 1965) p r o u v e n t , p l u s q u ' u n e a u g m e n t a t i o n d u c h e p t e l , u n e amélioration d e s p r o c é d é s d e r e c e n s e m e n t . Q u o i q u ' i l e n soit, o n p e u t e s t i m e r à p l u s d e
3 5 0 0 0 0 0 les ânes des régions q u i n o u s intéressent. C e chiffre paraît élevé et cepend a n t il est inférieur à celui d e la population asine de la seule Éthiopie (3 9 0 0 0 0 0
ânes e n 1971).

648 / A ne
D a n s la p a r t i e n o r d d u M a g h r e b , il est facile de r e c o n n a î t r e d e u x t y p e s , voire
d e u x races, p a r m i ces a n i m a u x . C e t t e d i s t i n c t i o n ne se fonde p a s s e u l e m e n t sur
l'aspect de la r o b e , b i e n q u e ce c a r a c t è r e soit d i s c r i m i n a n t . L ' â n e le p l u s r é p a n d u
est le petit b o u r r i c o t gris, au p o i l ras, d o n t la c o u l e u r oscille e n t r e le gris très clair,
le gris souris et le gris r o u x ; u n e ligne p l u s s o m b r e c o u r t , chez la p l u p a r t des sujets,
le long de la c o l o n n e vertébrale ; elle est r e c o u p é e à la h a u t e u r des épaules p a r u n e
b a n d e de m ê m e c o u l e u r . P l u s rares sont les z é b r u r e s q u i a p p a r a i s s e n t sur l'extrém i t é distale des m e m b r e s inférieurs. C e p r e m i e r t y p e , q u i est la f o r m e a u t o c h t o n e ,
a été c o n c u r r e n c é p a r u n a u t r e d e taille p l u s g r a n d e , d ' o r i g i n e s y r i e n n e , au pelage
b r u n p l u s fourni et p l u s long. Il t e n d à s u p p l a n t e r le p r e m i e r d a n s le T e l l où furent
i n t r o d u i t s des ânes d'origine e u r o p é e n n e de m ê m e taille et de robe foncée. Les d e u x
races o n t été s o u v e n t mêlées au c o u r s des siècles. L ' â n e gris se r e t r o u v e à l'état
p u r d a n s les r é g i o n s s a h a r i e n n e s .

Origines
C e p e n d a n t , les d e u x races d e s c e n d e n t d ' u n e m ê m e s o u c h e , YEquus asinus africanus, l'âne s a u v a g e q u i p e u p l e e n c o r e le S o u d a n , l ' E t h i o p i e et la Somalie. Il se dist i n g u e de l ' o n a g r e asiatique d o n t la taille est l é g è r e m e n t s u p é r i e u r e , et encore p l u s
n e t t e m e n t des différentes espèces d ' h é m i o n e s ( h é m i p p e , kiang). L ' â n e sauvage se
p r é s e n t e sous d e u x formes spécifiques : l'âne de N u b i e et l'âne d e Somalie (Equus
asinus somaliensis). C e dernier est localisé e n t r e le massif é t h i o p i e n et la M e r r o u g e .
Sa r o b e est parfois d é p o u r v u e d e la b a n d e s c a p u l a i r e alors q u e les z é b r u r e s des
m e m b r e s inférieurs sont f r é q u e n t e s ; le pelage est gris souris. L ' â n e de N u b i e est
Gravure d'El-Richa-Enfous. Asinien sauvage. Photo R. Vaufrey.

u n p e u p l u s g r a n d , son pelage est gris roussâtre et les z é b r u r e s sur les m e m b r e s
inférieurs font défaut ou sont t r è s p e u m a r q u é e s . D a n s les d e u x f o r m e s , le m u s e a u
et la face i n t e r n e des jambes s o n t blancs. L a taille au garrot varie e n t r e 1 m è t r e
et 1,10 m è t r e , l'ossature est très résistante, la t ê t e l o u r d e et le front c o n v e x e . Les
vertèbres dorsales l é g è r e m e n t t r a n c h a n t e s f o r m e n t u n e ligne c o n t i n u e sans ensell u r e . Les v e r t è b r e s lombaires s o n t au n o m b r e de 5. Les oreilles sont frangées de
poils foncés. L ' h a b i t a t de l'âne s a u v a g e est l i m i t é a u j o u r d ' h u i à l'est d u N i l , de
la 5 cataracte à D a n a k i l ; il s ' é t e n d a i t autrefois à t o u t e la partie n o r d de l'Afrique.
D e s c e n d a n t v r a i s e m b l a b l e m e n t d ' A s i n u s tabeti, l'âne sauvage est p r é s e n t , peutêtre sous p l u s i e u r s formes, d u r a n t t o u t le P l é i s t o c è n e : o n le c o n n a î t à T i h o d a ï n e ,
d a n s les grés de R a b a t , d a n s l ' É p i p a l é o l i t h i q u e d e C o l u m n a t a et d a n s les n i v e a u x
n é o l i t h i q u e s des grottes de T a n g e r ( M u g h a r e t el-Aliya) d ' O r a n ( T r o g l o d y t e s ) et
d'Alger ( G r a n d R o c h e r ) .
L e s gravures r u p e s t r e s r e p r é s e n t a n t des ânes n e m a n q u e n t pas dans l ' e n s e m b l e
de l'Afrique s e p t e n t r i o n a l e , de l'Atlas marocain (Jbel D o u m , O u k a ï e m e d e n ) au Fezzan ( O u e d Zigza II) et au N i l (cf H . W i n k l e r , Rock-drawings of Southern upper Nil,
p l . X X I I I , X I X ) . Les p l u s belles r e p r é s e n t a t i o n s se t r o u v e n t d a n s l'Atlas saharien
(Aïn Sfissifa, I k h f n ' O u a r o u n ) m a i s aussi au T a s s i l i n'Ajjer ( O u e d D j e r a t n ° 1558,
1714, 2 5 3 4 , 2 5 3 5 , I n H a b e t e r I I I ) et en Ahaggar ( O u e d Ahétes, A g u e n n a r N ° 216).
L ' â n e figure aussi d a n s les p e i n t u r e s attribuées à la p é r i o d e des « T ê t e s r o n d e s »
(Tissoukaï, T i - n Bedjedj). D e la p é r i o d e b o v i d i e n n e , H . L h o t e a fait connaître l'uniq u e scène de chasse de T i s s o u k a ï d a n s laquelle est r e p r é s e n t é u n t r o u p e a u d'ânes
p o u r s u i v i par des a r c h e r s ; d a n s le p r o l o n g e m e n t d e cette scène, un âne t u é est placé
sur le dos p o u r être d é p e c é , ce q u i laisse p e n s e r q u e sa chair était c o n s o m m é e . Fait
q u i paraît t r o u v e r sa c o n f i r m a t i o n d a n s la d é c o u v e r t e d ' o s s e m e n t s d'asiniens d a n s
le foyer néolithique d ' A n d o u k r o u s e dans l'Adrar A h n e t ( T h . M o n o d , LAdrar
Ahnet,
P a r i s , I n s t i t u t d ' e t h n o l o g i e , 1932, p . . 167). D a n s les fresques de la région d ' I h e r e n
q u i d a t e n t d u B o v i d i e n récent, H . L h o t e a r e c o n n u u n h o m m e m o n t é sur u n â n e ;
ce q u i serait la p l u s a n c i e n n e r e p r é s e n t a t i o n de l'animal d o m e s t i q u é .
e

U n e étude r é c e n t e ( G . C a m p s , B.S.P.F., t. 8 1 , 1984, p p . 371-380) a t e n t é de trouver u n e explication à u n e d o u b l e a n o m a l i e e n t r e , d ' u n e p a r t , le petit n o m b r e de
restes d'asiniens t r o u v é s d a n s les g i s e m e n t s et l e u r fréquente r e p r é s e n t a t i o n d a n s
l'art r u p e s t r e , et, d ' a u t r e p a r t , l ' a b o n d a n c e des restes a t t r i b u é s t r a d i t i o n n e l l e m e n t
à Equus mauritanicus, q u i est u n z é b r i n , animal n o n identifié d a n s le bestiaire de
l'art p r é h i s t o r i q u e africain. O r , l o r s q u ' o n e x a m i n e avec a t t e n t i o n les représentations d'ânes, o n s'aperçoit q u e certaines, m ê m e p a r m i les p l u s réalistes c o m m e celle
d ' E n f o u s (El R i c h a ) q u i doit être classée p a r m i les chefs-d'œuvres de l'art r u p e s t r e
nord-africain, portent des oreilles bien courtes. C'est le cas p o u r les gravures d'Enfous
déjà citée, d ' E l K r i m a , de Tiout, de M e r d o u f a , d e C h e b k h a D i r h e m , d ' E l A r o u ï a ,
d e K h a n g u e t el H a d j a r , d a n s l'Atlas, d ' A m e r e s s a en A h a g g a r , d ' A r i k i n e au Tassili
n'Ajjer. Q u a n d o n calcule le r a p p o r t e n t r e la l o n g u e u r de la tête et celle des oreilles, o n constate q u e ces « ânes » à oreilles courtes o n t le m ê m e r a p p o r t q u e les zèbres
( L T = 3 L O ) q u i est i n t e r m é d i a i r e e n t r e celui des ânes sensu stricto ( L T = 1,5 L O )
et celui des c h e v a u x ( L T = 3,5 à 4 L O ) . O n p e u t d o n c formuler la p r o p o s i t i o n suiv a n t e : il existe p a r m i les g r a v u r e s r e p r é s e n t a n t les équidés sauvages u n e variété
d'asiniens à oreilles c o u r t e s , c o r r e s p o n d a n t sans d o u t e à l'espèce h a b i t u e l l e m e n t
n o m m é e Equus mauritanicus d a n s les gisements holocènes (alors q u e d ' a p r è s V.
E i s e n m a n n l'espèce aurait d i s p a r u au P l é i s t o c è n e m o y e n ) et q u i n ' e s t p e u t - ê t r e
q u ' u n e espèce a s i n i e n n e p l u s r o b u s t e et distincte d'Equus asinus africanus. Ainsi
se trouverait r é s o l u le d o u b l e et faux p r o b l è m e d e la s u r - r e p r é s e n t a t i o n des ânes
d a n s l'art r u p e s t r e en regard de l e u r rareté d a n s les g i s e m e n t s , et, la totale absence
de figuration de l ' a n i m a l n o m m é , p e u t - ê t r e a b u s i v e m e n t , Equus mauritanicus d a n s
les niveaux h o l o c è n e s .

Mosaïque de VAsinus nica à Djémila. Photo I.A.M.

Anes de l'Ahaggar. Les oreilles sont découpées (marques de tribus). Photo M. Gast.
L a chasse à l'âne sauvage est représentée aussi d a n s des mosaïques romaines d'Afriq u e ; celle d ' H i p p o n e (Annaba) m o n t r e la c a p t u r e au lasso. L ' a n i m a l est r e n d u avec
suffisamment de réalisme p o u r q u e L . J o l e a u d ait songé à n o m m e r Equus asinus
hipponensis, l'âne sauvage du nord-ouest africain. U n e ' a u t r e belle mosaïque du musée
de Sousse r e p r é s e n t e avec u n e g r a n d e fidélité cet âne q u i p o r t e la b a n d e cruciale.
Les auteurs anciens m e n t i o n n e n t également la p r é s e n c e de cet âne sauvage en L i b y e ;
Pline l'Ancien ( V I I I , 3 9 , 108, 174) cite souvent ces onagres d o n t il décrit les m œ u r s
et p a r t i c u l i è r e m e n t la jalousie des m â l e s ; la chair des jeunes était estimée en Afriq u e . O n sait d'ailleurs q u e la c o n s o m m a t i o n de la v i a n d e d ' â n e était assez r é p a n d u e
dans l ' A n t i q u i t é chez les Perses ( H é r o d o t e , 1, 133), les G r e c s ( A r i s t o p h a n e , Les
guêpes, 195), et les R o m a i n s ( L u c i e n , 31).
L a h a u t e a n t i q u i t é de la d o m e s t i c a t i o n de l ' â n e en E g y p t e , au m o i n s d e p u i s la

e

IV dynastie et v r a i s e m b l a b l e m e n t b i e n avant, confirmerait, si b e s o i n était, l'origine africaine de cet a n i m a l .

Les ânes ensauvagés du Sahara central
L a r é p a r t i t i o n actuelle de l'âne sauvage d ' A f r i q u e n ' e s t pas sans poser q u e l q u e s
p r o b l è m e s . E n 1 9 4 5 , A. J e a n n i n (Les bêtes de l'Afrique française, p . 34) reconnaissait en d e h o r s de la région orientale (Somalie, E t h i o p i e ) des p o p u l a t i o n s isolées d a n s
le T i b e s t i , mais c o m m e la p l u p a r t des auteurs ( E . F . Gautier, R. C h u d e a u , L . Lavauden) il n e croyait pas à l'existence d e véritables â n e s sauvages d a n s le Sahara occidental. P o u r ces a u t e u r s il ne s'agit q u e d ' â n e s m a r r o n s q u i a u r a i e n t r e p r i s , avec
la liberté, l'aspect et la belle a l l u r e de l'animal sauvage.
Il faut, en effet, avoir v u ces b e a u x ânes gris a u x formes r e b o n d i e s , à l'allure fring a n t e , p o u r c o m p r e n d r e l'hésitation q u e les spécialistes e u x - m ê m e s p e u v e n t avoir
à r e c o n n a î t r e en e u x les c o n g é n è r e s d u m i s é r a b l e b o u r r i c o t efflanqué des c a m p e m e n t s et des villages africains. L e s T o u a r e g s laissent la p l u p a r t de leurs ânes en
totale l i b e r t é ; ils organisent parfois de véritables b a t t u e s p o u r c a p t u r e r les a n i m a u x
d o n t ils ont besoin et q u i ne sont utilisés q u ' a p r è s dressage. H . L h o t e n o u s a laissé
u n p i t t o r e s q u e récit d ' u n e de ces c a p t u r e s (B. de la soc. préhist. franc., t. X L V I ,
1949, p . 308) : des ânes ensauvagés venaient régulièrement s'abreuver dans les gueltas d'Afilal q u i sont situées dans u n e partie encaissée d u cours de l ' O u e d in Daladj
(Hoggar). U n e c i n q u a n t a i n e d ' h o m m e s a p p a r t e n a n t aux D a g Rali et A g o u h - n - T h a l é
c a m p è r e n t p e n d a n t trois jours à p r o x i m i t é d u p o i n t d'eau, a l l u m a n t des feux abond a n t s p e n d a n t la n u i t , de façon à effrayer les ânes et à les e m p ê c h e r de venir b o i r e .
L e q u a t r i è m e j o u r , ils se d i s s i m u l è r e n t et laissèrent a p p a r e m m e n t la place l i b r e ; les
ânes assoiffés se p r é c i p i t è r e n t d a n s la guelta et b u r e n t l o n g u e m e n t et g o u l û m e n t .
Les T o u a r e g s fermèrent alors les issues et se p r é c i p i t è r e n t sur les a n i m a u x . Ceux-ci,
alourdis p a r l'eau absorbée, s'essoufflèrent r a p i d e m e n t . A p r è s d e u x h e u r e s d ' u n e
mêlée indescriptible, u n e trentaine d'ânes furent capturés et entravés. L ' a u t e u r ajoute
q u e le dressage devait d u r e r d e u x m o i s . Il a d m i r e la sagacité des T o u a r e g s q u i , sans
a r m e , sans filet, sans piège, c a p t u r è r e n t ainsi les â n e s . O n p e u t toutefois penser q u e
les difficultés a u r a i e n t été p l u s g r a n d e s s'il s'était agi de véritables ânes sauvages.
D ' a p r è s L h o t e , il est très facile d ' i m m o b i l i s e r ces a n i m a u x e n s a u v a g é s , q u i sont
forts et rétifs; il suffit de leur m e t t r e les doigts d a n s les n a r i n e s et, p a r u n e pression
b r u s q u e et b i e n a p p u y é e , o n arriverait à faire t o m b e r la b ê t e , les q u a t r e pattes en
l'air; il ne s'agit p l u s q u e l ' e n t r a v e r . Bien e n t e n d u , il faut avoir u n e b o n n e p r a t i q u e
d ' u n tel p r o c é d é .
Il n ' e m p ê c h e q u ' u n n o m b r e i m p o r t a n t d ' a n i m a u x é c h a p p e à t o u t contrôle, et q u e
p l u s i e u r s g é n é r a t i o n s p e u v e n t se r e p r o d u i r e sans q u e les rejetons connaissent la
m o i n d r e forme d e d o m e s t i c a t i o n . Il n ' e s t pas illogique de p e n s e r q u e des croisem e n t s avec de vrais ânes sauvages se soient o p é r é s à u n m o m e n t ou à u n a u t r e ,
et q u e la d i s t i n c t i o n d e v i e n n e d ' a u t a n t p l u s difficile à faire q u e la r é d u c t i o n sensible d u n o m b r e des n o m a d e s ne p e u t q u e d é v e l o p p e r le processus d ' e n s a u v a g e m e n t
des ânes d u H o g g a r . L e dernier a u t e u r ayant t r a i t é de cette q u e s t i o n , L . D u p u y ,
écrivait (Trav. de l'Inst. de rech. sahar., t. X X V , 1966, p . 44) : « B i e n q u e l'ensemble des a u t e u r s soit en désaccord, n o u s p e n s o n s avec M a l b r a n t (Traité de biologie,
G r a s s e t , t. 17, p . 1072) q u ' i l existe au Sahara c e n t r a l u n e forme d ' â n e sauvage q u e
n o u s p r o p o s o n s d ' a p p e l e r Equus asinus africanus
sahariensis.
M a i s H . L h o t e s'élève très f e r m e m e n t contre cette opinion. L e s T o u a r e g s ne connaissent q u e des ânes m a r r o n s et a u c u n e espèce s a u v a g e . Ils o n t u n n o m particulier
(a1huli) p o u r désigner l'âne e n s a u v a g é . C e s a n i m a u x arrivent à vivre grâce à la présence, d a n s les lits d ' o u e d , de n o m b r e u x thalas et d ' u n tapis végétal à p r é d o m i n a n c e de c o l o q u i n t e s sauvages, lesquelles en p l u s de n o u r r i t u r e c o n s i s t a n t e , peuv e n t leur fournir l ' a p p o i n t a q u e u x i n d i s p e n s a b l e .

652 / Ane

Importance économique de l'âne
La robustesse proverbiale de l'âne liée à une grande rusticité et un corps de faible
format explique son importance pour les populations peu fortunées du Maghreb
et du Sahara. Tenant encore une place considérable dans l'économie rurale, l'âne
est l'animal de bât du petit cultivateur aussi bien que du nomade. Columelle (De
Agricultura, VII, 1-2) nous apprend que sur les terres légères de la Byzacène il était
attelé à l'araire ; bien que rare, le fait peut encore être observé dans les jardins et
les oasis. Pline l'Ancien vit même en Byzacène une vieille femme et un petit âne
tirant le même araire (XVII, 41). Remplaçant le chameau ou le bœuf, il tire le dalou
du puits saharien ou fait tourner la noria et le moulin à olives dans les montagnes
du Tell.
Si utile dans la vie rustique, l'âne occupe dans les villes maghrébines un rôle
non négligeable : il peut seul assurer dans la Casbah d'Alger l'évacuation des ordures ménagères. Durant la Première Guerre mondiale, le bourricot africain remplit
même des fonctions inattendues en assurant le ravitaillement en munitions et en
vivres dans les tranchées.
La chair de l'âne n'est pas consommée, sauf en cas d'extrême famine. Chez les
Touaregs, la crotte d'âne entre dans la fabrication d'emplâtres pour soigner les blessures ; on y mélange le charbon de bois de certaines essences réduit en poudre ainsi
que du beurre fondu. Le lait d'ânesse serait, paraît-il, souverain pour guérir certains maux d'yeux, et l'urine d'âne serait administrée dans les cas de maux de
poitrine.
H . Lhote fait remarquer que le cheptel asinien peut beaucoup varier : au Sahara
on assiste parfois à de véritables hécatombes, comme durant la sécheresse de 1973
et des années suivantes, mais cet animal est très prolifique, de sorte que les groupes
se reconstituent rapidement. Beaucoup d'ânes de l'Aïr sont originaires du Hoggar;
les Touaregs les importent régulièrement en raison de leur rôle économique très
important, puisqu'ils assurent le transport du mil que les Kel Aïr vont acheter au
Damergou et même plus au sud. Il n'était pas rare de rencontrer des troupeaux
de 200 ânes descendant les vallées de l'Aïr pour se diriger vers la piste de Zinder.
Ils partaient sans charge mais revenaient chargés lourdement de « béret » de mil.

L'âne, animal magique
Son importance dans la vie quotidienne et son omniprésence dans la campagne
pourraient expliquer la place éminente occupée par l'âne dans l'ensemble des coutumes, pratiques et croyances magiques des Berbères. En fait, la plupart de ces
éléments se retrouvent dans un vieux fonds de croyances éparses dans le monde
méditerranéen. La longueur du pénis de l'âne, objet dans tous les pays de nombreuses facéties, explique tout naturellement la rôle tenu par cet animal dans la
magie de la fécondité. Dans l'Antiquité, il est associé au culte de Dionysos et de
Priape, les récits scabreux que l'Africain Apulée* nous a transmis dans l'Ane d'or
sont illustrés par plusieurs lampes en terre cuite de fabrication africaine.
L'écho de ces récits ou de ces scènes d'efficience magique s'est conservé, adouci,
dans certaines pratiques dont le sens n'est pas toujours apparent : tel est le fait de
jeter du crottin d'âne sur la mariée pour qu'elle soit féconde (J. Servier, Les portes
de l'année, p. 145); une recette de Marrakech recommande de frapper la belle dont
on veut gagner le cœur avec un mouchoir trempé dans du sang d'âne ; ailleurs c'est
le mouchoir de la mariée qui est noué sur la tête d'un âne tandis qu'à Toufliat (HautAtlas) la consommation du pancréas d'âne permet aux femmes de retenir ou d'attirer les hommes. La tête d'âne décharnée joue également un rôle mystérieux dans
les processions carnavalesques de l'Ašura à Zagora (Sud-Marocain) ; dans la même
occasion, des personnages à tête d'âne figurent dans les processions à Ouargla et
au Fezzan.

Scènes de dépiquage par les ânes à Ksar es-Souk, Maroc, en juin 1934. Photo E. Laoust.

Dans les jeux même, il arrive que le but marqué soit appelé l'âne (J. Servier,
Les portes de l'année, p. 200) ; on ne peut s'empêcher de faire le rapprochement entre
cette appellation, qui semble assez répandue, et deux mosaïques provenant d'une
même maison de Djemila, qui représentent vraisemblablement u n jeu dont l'une
des cases est occupée par un âne accompagné de l'inscription « ASINUS NICA ». Sur
la plus importante, l'âne vainqueur occupe un médaillon plus grand que les 72 autres,
il est constitué d'un rinceau qui s'échappe d'un cathare, cette case semble être celle
de l'arrivée. Cette opinion n'est cependant pas partagée par tous les spécialistes
(G.-Ch. Picard, Isaona, R. afric. t. C, 1956, p. 311 : M. Blachard-Lemée, Maisons
à mosaïques du quartier central de Djemila, 1975, p. 98). Cette apostrophe a pu même
être considérée comme une dérision de l'acclamation Xριστος νικα et rappellerait
les accusations d'onolâtrie portées contre les chrétiens et dont nous savons qu'elles
subsistèrent jusqu'à la fin de l'Antiquité (A. Alföldi, Eine dritte Gruppe heidnischer
Neujahrsmünzen in Spätantiken Rom, Schweitzer Münzblatter, 1951, p. 57). Cette
tradition anti-chrétienne était suffisamment forte en Afrique pour que Tertullien
prenne la peine de la réfuter (Ad. Nationes, I, 14).

Âne aux narines fendues. Région de Bougaa (Algérie). Photo F. E. Roubet.

654 / Ane
e

On pense généralement qu'au X siècle, lors de la grande révolte kahrejite contre
les Fatimides, Abu Yazid, l'Homme à l'âne, choisit cette monture pour symboliser
et affirmer son détachement des biens de ce monde, mais il n'est pas impossible
qu'il ait voulu s'approprier une partie des qualités magiques attachées à cet animal
dont la virilité est un symbole de force victorieuse.
C'est vraisemblablement à des préoccupations de caractère magique aujourd'hui
oubliées ou rejetées que se rattachent les mutilations dont sont victimes les ânes
en Afrique du Nord. Il est trouvé ou recherché des explications d'ordre pratique
à ces mutilations dont les plus courantes sont la fente des narines et l'arrachage
de la cornée. Une enquête effectuée sur le portage de l'eau en Algérie (L. Lefebvre,
Libyca, t. XIII, 1965) entre 1963 et 1965, dans 228 centres, a révélé que dans 22 %
des cas il existe dans le village ou le douar des ânes dont les narines ont été fendues ; ce pourcentage montait à 38 % en Kabylie. Les narines sont fendues, expliquet-on généralement, pour que l'animal puisse mieux respirer. Cette explication plausible ne peut cependant satisfaire l'enquêteur surtout lorsqu'il remarque que cette
pratique, bien que « justifiée » est toujours attribuée au voisin et jamais revendiquée par l'informateur. Les ânes ainsi mutilés sont toujours dits d'origine extérieure
au groupe familial ou villageois. Quant à la pratique barbare qui consiste à arracher la cornée de l'œil, elle est heureusement plus rare (4 % des réponses la mentionnent dans l'ensemble de l'Algérie, mais ce chiffre s'élève à 15 % en Kabylie).
Le caractère magique de l'opération est ici aussi caché par une explication prétendument rationnelle : cette mutilation « sauve » l'âne jaloux qui périrait s'il voyait
manger une autre bête alors qu'il en est empêché.
Quant aux mutilations des oreilles (20 % des réponses en Kabylie, 14 % dans
le reste de l'Algérie), elles rendent l'âne « plus vif ». Toutefois il ne faut pas confondre ces mutilations « utilitaires » avec les simples marques de propriété assez fréquentes au Sahara. Chez les Touaregs, les oreilles sont découpées, incisées, perforées de différentes sortes suivant les tribus et les familles ; toutefois, J. Nicolaïsen
(Ecology and Culture of the Pastoral Tuareg, 1963, p . 138) observe que, si les marques
faites aux oreilles de l'âne étaient semblables à celles pratiquées sur les moutons
et les chèvres chez les tribus imγad (vassales), les tribus nobles et les Dag Rali (peutêtre parce que ces derniers sont plus inféodés aux Kel Rela que les autres tribus)
marquaient leurs ânes au fer rouge comme ils le font pour leurs chameaux.
G . CAMPS

Interdit frappant l'ânesse en Kabylie
En Kabylie comme dans tout le Maghreb, l'âne est certainement l'animal le plus
employé aussi bien comme bête de somme que comme bête de selle, et souvent
même les deux à la fois et en même temps. Mais dans toute la Kabylie il n'existe
pas d'ânesse. L'ânesse est en effet frappée d'un interdit total et absolu.
Cet état de choses remonte sûrement à des temps assez anciens, car les premiers
explorateurs de la Kabylie l'avaient remarqué et signalé.
— Carette, en 1849, dans son étude sur la « Kabylie proprement dite » précise
cette interdiction dans la tribu des Aït Ouart ou Ali de la région du Kendirou, à
15 kilomètres au sud-est de Bejaïa (ex-Bougie) en bordure de mer. Les ânesses sont
proscrites et l'élevage de l'âne est interdit. Cette tribu n'admettait même pas le passage de ces animaux sur son territoire. Cette même répugnance est signalée par
cet auteur dans la tribu voisine des Beni Mehammed.
— Daumas et Fabrar, dès 1847, remarquent le mépris général de l'ânesse en Kabylie. Un Kabyle n'en accepte jamais la propriété. Pour ces deux auteurs, cette interdiction s'expliquerait par des actes de bestialité commis dans les temps anciens.
Cette opinion est corroborée par Devaux dans son étude sur les Kebaïles parue

Ane I 655
en 1859, qui précise que chez les Aït Djennad, ce serait sur l'injonction du marabout Sidi-Mansour, dont la zaouïa jouit aujourd'hui encore d'une très grande
influence sur toute la Kabylie, que les ânesses auraient été bannies à la suite également d'actes contre nature. La malédiction qui pèse sur le possesseur d'une ânesse
entraîne en particulier l'impuissance, mal hautement redouté en Kabylie. Ce marabout, toujours vénéré, vivait au milieu du XVI siècle. Ceci permet donc de fixer
approximativement la date de cet interdit.
D'autres témoignages apparaissent pour quelques régions de Kabylie. La zaouïa
de Sidi ben Driss chez les Illoulien dans le Djurdjura, au pied du col de Chellata
était célèbre autrefois par la séparation en deux groupes de ses étudiants. Un groupe
était composé des « Tolba n telouiat » c'est-à-dire les étudiants de la planchette, l'autre
groupe rassemblait les « Tolba ou debbouz », étudiants au bâton. Si les premiers
consacraient leur temps à l'étude classique du Coran, les seconds se spécialisaient
dans le pillage des villages et rançonnaient les voyageurs sur les grands chemins.
Leur butin alimentait le fonctionnement de la zaouïa. Si par extraordinaire des ânesses étaient saisies lors d'une de ces opérations de banditisme, elles étaient laissées
à leurs propriétaires qui étaient dépouillés de tous leurs autres biens. Ces larrons
ne pouvaient garder ces ânesses capturées car pour eux, comme pour tous les autres
Kabyles, il aurait été honteux d'en posséder.
Des témoignages plus récents viennent confirmer la persistance actuelle de cette
interdiction. Maunier, dans son étude sociologique, note l'absence d'élevage de l'âne
donc de l'ânesse.
Quant à J. Servier, il étend cette interdiction à la mule, et effectivement celle-ci
est pratiquement absente de Kabylie mais d'une façon moins absolue que l'ânesse.
Aujourd'hui, lorsqu'on interroge les habitants de la Kabylie, on reçoit le plus
souvent des réponses très évasives. Les plus nombreux reconnaissent la réalité de
l'absence absolue d'ânesse dans toute la région et disent ne pas en connaître la raison. Certains se mettent à rire sans donner de précision en disant seulement : « c'est
l'habitude, la coutume ». D'autres enfin affirment que ce serait honteux et que la
présence d'une ânesse serait gênante vis-à-vis des femmes. Cette explication n'est
guère satisfaisante puisque le paysan kabyle possède bien d'autres animaux femelles dont les femmes sont chargées d'organiser la reproduction, comme, par exemple, les chèvres qu'elles doivent conduire au bouc quand cela devient nécessaire.
De rares personnes conviennent que cette interdiction a été autrefois conditionnée par des actes contre nature.
La littérature fait d'ailleurs état de faits précis. Dermenghem dans son livre sur
le Culte des saints cite un auteur arabe, El Qadiri, qui raconte qu'au XVIII siècle
Si Mohamed el Karaoui, à Tozeur, pour sauver ses deux gendres en péril dans la
tempête qui risquait de détruire leur navire, s'accoupla avec une ânesse. A l'arrivée, les pèlerins confirmèrent que l'acte de leur beau-père avait calmé la mer, et
que les flots avaient été « cloués ».
Mauchand, dans son étude sur la sorcellerie au Maroc, dit que pour devenir sorcier il faut avoir eu un rapport avec une ânesse.
En Kabylie la chose devait bien exister puisque les Kanoun de plusieurs villages
prévoyaient le délit, et ordonnaient de frapper d'une amende élevée celui qui s'y
était livré. L'amende était souvent doublée si le maître de l'animal portait plainte.
En Kabylie, parmi toutes les femelles animales, l'ânesse semble donc tout particulièrement visée. Les autres femelles, chèvres et brebis, contrairement à l'ânesse,
sont des viandes consommables. Elles seront mangées un jour donc elles ne doivent pas être souillées et cela explique sans doute leur protection.
L'interdiction de l'ânesse en Kabylie reste néanmoins absolue et persistante. Du
fait de l'absence de cette reproductrice, les paysans kabyles sont obligés d'acquérir
leurs bêtes de somme sur les marchés alimentés par les régions limitrophes. Les
ânes proviennent du sud, région de Sour el Ghozlan (ex-Aumale), de Sidi Aïssa
e

e

656 / Ane
surtout, et aussi du canton de Bordj-Ménaïel qui est situé à l'ouest de la limite de
l'interdiction.
J.-Cl. MUSSO

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Âne : dénominations berbères de l'âne
Les données lexicales berbères actuelles pourraient constituer une trace et une
confirmation de l'existence ancienne de deux variétés d'ânes, l'une (l'âne gris) autochtone, l'autre (l'âne brun) d'origine extérieure (cf Supra, G. Camps).
Indépendamment des asnus, probablement issu du latin asinus, qui désigne plutôt l'ânon dans les dialectes berbères du nord (Maroc surtout), il existe en berbère
deux dénominations fondamentales, très largement répandues de l'âne :
- aγyul (plur. iγyal/iγ°yal), connu dans tous les parlers berbères nord (Maghreb
et nord Sahara);
- ayze / ayzi (d'une racine Y Z D) et ses nombreuses variantes locales dues
à la forte influence palatisante de la radicale /y/( azi , iz , izi , éyze , éže , aže ...),
caractéristique des parlers « orientaux », essentiellement sahariens : touareg, Ghadames, Djebel Nefousa, Siwa.
Alors que le second terme est attesté — bien que rare — en berbère nord, notamment en kabyle sous la forme ižže (notations personnelles et Basset, 1936, p. 62),
le premier semble totalement inconnu des dialectes sahariens.

Ane I 657
Or, aγyul pourrait bien être une dénomination liée à la couleur (brune) et dériver
du verbe (touareg) iγwal « être brun » (racine W L ) (* a-γiwal > a-γiwl > a-γyul :
le vocalisme /u/ actuel et la labio-vélarisation du pluriel peuvent être interprétés
comme traces d'une ancienne radicale /w/).
On peut donc émettre l'hypothèse que ayzi ait été la dénomination primitive de
l'âne (autochtone) et qu'aγyul se soit imposé dans la zone maghrébine proprement
dite après que l'âne brun — désigné par sa couleur : « le brun » — s'y soit répandu.
BIBLIOGRAPHIE
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e

LANFRY J., Ghadames, II, FDB, 1973, (p. 414, n° 1752).
S. CHAKER

A219. ANEIRITAE OU ANERITAE
Les Aneiritae ou Anêritae sont placés par Ptolémée (IV, 5, 12, éd. C. Müller,
p. 692) en bordure côtière de la Marmarique, entre les Libuarkhae et les Bassakhitae. On hésitera à rapprocher leur nom de celui d'un district de la Marmarique,
le district des E n êre ae, cf. C. Wessely, Ptolémée, « Géographie », IV, 5, 24 et le
« Papyrus Rainer » n° 259, dans R.E.G., XXXII, 1919, p . 505-506 C. Wessely utilise la numérotation de l'édition Nobbe de Ptolémée). Ce district comporte un secteur rural nommé Mokkhuris, cf. Ptolémée (IV, 5, 13, p. 695) : Mokkhuris ou Mokkhêris; M . Norsa et G. Vitelli, « Il Papiro Vaticano greco 11 », 2 partie : Registri
fondiari della Marmarica, Città del Vaticano, 1931, p . 55 (V, 5 et 18) : Mokhlhuris
(époque de Commode) ; Itin. Ant., 69, 1 : Michera ou Mecyra siue Elene ; 71, 4 :
Micera; Table de Peutinger, IX, 1 : Meciris, à 22 milles (33 km) d'Antipego (Tobrouk),
sur la voie Cyrène-Tobrouk. Si le rapprochement entre les Aneiritae ou Anêritae
et les En êre ae, dont on lit mal le nom, était fondé, il faudrait donc localiser cette
tribu à l'ouest de Tobrouk.
e

J. DESANGES

A220. ANFĀ
C'est l'ancien nom de Casablanca, la plus grande ville du Maroc. Son étymologie, incertaine, a donné lieu à de nombreuses hypothèses. Nous n'en citerons que
deux, dues à des berbérisants confirmés. Selon Émile Laoust (R.E.I., 1939), ce serait
une variante du berbère afā, « sommet, monticule ». De là à faire un rapproche-

Les ruines d'Anfa en 1572 représentées dans Civitates orbis terrarum de G. Braun et S. Van den Noevel.

658 / A n f ā
ment avec la colline résidentielle dite aujourd'hui « Anfa Supérieur », il n'y a qu'un
pas. Mais aucune trace de ruines n'a jamais été trouvée par les constructeurs des
luxueuses villas qui composent ce quartier. Et tout nous indique que la nouvelle
cité, construite au XVIII siècle, le fut sur les ruines mêmes de l'ancienne. Arsène
Roux pense qu'on pourrait donner au berbère anaffa ou aneffa le sens de « aire
à battre », nom assez commun parmi les villages berbères, comme ceux de agdal,
« pré » ; talda, « gerbe » ; tasrāft, « silo », etc. Mais aucune de ces hypothèses ne
s'impose.
L'origine de la ville n'est pas mieux connue. Marmol attribue sa fondation aux
Carthaginois, Léon l'Africain aux Romains, mais aucun texte, aucune trace archéo­
logique n'autorisent à les suivre. Zayyāniī l'impute à des émirs zénètes et la place
à la fin du I /VII siècle, mais il ne donne pas ses sources. Idrīsīmentionne le port,
déjà actif pour l'exportation des céréales. On ne sait rien de la part prise par la
ville à l'aventure des Baghwata. Sous les Mérinides, elle fait figure de capitale de
la province de T ā m a s n ā: elle a des remparts, un gouverneur, un cadi ; A b ū1-Hasan
y fait construire une madrasa. Dans l'anarchie qui accompagne la décadence de
la dynastie, la cité se rend à peu près indépendante, et constitue une petite république de corsaires. Les Portugais décident de mettre fin à leurs exploits. Sous le règne
d'Alphonse V, en 1468 ou 1469, une expédition commandée par l'infant D. Fernando, s'empare d ' A n f ā que ses habitants avaient évacuée. Les Portugais détrui­
sent la ville, abattent les remparts et se rembarquent. A n f ā restera déserte et en
ruines jusqu'à sa reconstruction par le sultan S ī d ī Muhammad B. Abd Allāh, au
XVIII siècle où elle prendra le nom de Al-Dar al-Bayda, Casablanca pour les
Européens.
e

er

e

e

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A. ADAM

A 2 2 1 . ANGELUS « ange », « petit enfant » (parlers berbères « orientaux »)
Terme d'origine latine : angelus « ange », lui-même du grec αγγελοσ. En latin, il
appartient spécifiquement à la langue de l'église chrétienne (Ernout-Meillet, p. 32).
On le retrouve, souvent en tant que forme vieillie, dans presque tous les dialectes
berbères du groupe « oriental » : Tunisie, Libye, touareg, Ouargla-Mzab... avec les
formes et significations suivantes :
— Touareg : ngelus (pl. ingelusen ) : « ange » (Foucauld, III, p . 1332) et ngelos
(pl. ng losen) (Alojaly, p. 142).
— Ghadames : angalūs = « esprit, inspiration » (vieilli) (Lanfry, n° 1125, p. 240).
— Tunisie (Matmata/Tamezret) : anglus/tanglust = jeune homme/jeune fille (Provotelle, p. 7 et 10, Stumme, 1900).
— Mzab : an elus =«enfant en bas âge, esprit, être surnaturel » (vieilli) (Delheure,
1985, p. 135).

Angelus / 659
Sa localisation actuelle reflète l'influence particulièrement forte qu'a dû exercer
la culture latine et surtout le christianisme dans la zone concernée (Tunisie, Tripolitaine, nord-est du Sahara).
Angelus appartient d'ailleurs à une constellation de lexèmes d'origine latinochrétienne passés en berbère, attestés en touareg : émerkid : « grâce » (lat. mercēdis,
mercēdem) ; abekkad : « péché » (lat. peccātum) (Foucauld, I, p. 52 et III, p. 1127;
Alojaly, p. 6 et 131 / Ernout-Meillet, p. 400 et 491) auquel on doit rajouter l'emprunt
pan-berbère : tafaska « fête religieuse », du latin pascha, lui-même de l'hébreu à travers le grec (Ernout-Meillet, p. 486).
Ces traces de contacts linguistiques latin/touareg confirment la localisation anciennement plus septentrionale des Touaregs. Les auteurs arabes du Moyen Age, notamment Ibn Khaldoun, situent explicitement les ancêtres des Kel Ahaggar (Hawwara/Huwwara = Ihaggaren) en Tripolitaine :
« Au début de la conquête [arabe], le groupe des Hawwāra [...] habitait la région
de Tripoli et Barqa, ainsi que le rapportent al-Mas’udi et al-Bakri. Ces tribus étaient
soit sédentaires soit nomades. Certaines d'entre elles traversèrent les sables pour
pénétrer en plein désert. Elles s'établirent auprès des Lemta qui sont des mulla emîn [ = porteurs de voile]. (Histoire des Berbères, I, p. 275).

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STUMME H., Märchen der Berbern von Tamazratt in Süd Tunisien, Leipzig, 1900.
e

S. CHAKER

A222. ANHAD
Dans le Haut-Atlas oriental, on appelle anhad le droit de préemption sur une
jeune fille dont disposent non seulement le cousin germain, comme dans d'autres
régions du monde arabe, mais également ses vingt plus proches agnats. Cette coutume caractérise les tribus berbères, comme les Aït Morγad, où le douaire coutumier est peu élevé, quelquefois même inexistant.
Le droit d'anhad est cependant atténué dans la pratique; ainsi lorsque le parent
qui s'est opposé au mariage d'une jeune fille ne l'épouse pas, aucun autre parent
ne peut à son tour se prévaloir de ce droit, enfin, son exercice est définitivement
clos par les cris rituels des matrones qui annoncent à tout le village la conclusion
du mariage.

BIBLIOGRAPHIE
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A. BERTRAND

660 /

Animisme

A223. ANIMISME
Les temps préhistoriques
Nous ne savons pas quelle était la qualité des croyances religieuses des ancêtres
des Berbères durant la Préhistoire. Il serait vain de recenser les très nombreuses
manifestations d'un possible animisme primitif. On se contentera de rappeler trois
catégories de documents qui peuvent témoigner de ce mode de pensée : les monuments symboliques, les objets de parure et les œuvres d'art.
Le plus ancien monument symbolique, c'est-à-dire n'ayant pas d'utilisation pratique évidente et répondant sans doute à une croyance, est le tas de pierres noyé
dans le sable amoncelé par une source artésienne à El Guettar (Sud-Tunisien). Ce
tas de pierres formait un cône régulier de 0,75 mètre de haut et de 1,50 mètre de
diamètre à la base. La fouille permit de reconnaître la structure particulière de cet
amoncellement : au sommet étaient placées quelques boules de silex, toutes les autres
étaient des sphères de calcaire. Si la plupart de ces sphéroïdes sont naturels, quelquesuns ont été piquetés et certains, qui possédaient des appendices, en ont été débarrassés. Or ces pierres ne se trouvent pas sur place, elles ont donc été volontairement apportées par l'homme. Ce tas de boules était truffé de silex taillés appartenant à une industrie moustérienne. Les concrétions qui soudent les éléments constitutifs de ces tas de pierres, de silex et d'os, ainsi que le lustre très prononcé des
outils en silex qui se trouvaient sur les bords, indiquent que l'édification de ce monument fut faite en partie dans l'eau ou tout au moins si près de la source qu'il fut
rapidement et longuement submergé dans une eau agitée, chargée de sable.
Il est sûr que cet aménagement, d'âge moustérien, n'a aucune raison pratique
et son caractère votif ne fait aucun doute. Le fait d'amonceler des pierres, soit par
dépôt, soit par jet, est une pratique universelle; elle est restée particulièrement vivace
au Maghreb.

Amoncellement de pierres du gisement moustérien d'El Guettar (Sud tunisien).
Photo M. Gruet.

Animisme

I 661

Les très nombreux éléments de parure préhistorique sont autant d'instruments
magiques destinés à protéger leur porteur. On ne saurait citer les multiples genres
de pendeloques qui entrent dans cette catégorie. Les plus intéressants sont les diverses
coquilles, particulièrement les cyprées, appelées porcelaines ou cauris, qui ont fait
l'objet d'une longue analyse de la part de E. G. Gobert (Rev. afric., t. XCV, 1951,
pp. 5-62). Ces coquillages, lorsqu'ils sont portés verticalement, comme l'indique
la place de la perforation à l'une de leurs extrémités, évoquent évidemment l'image
d'une vulve. Comme l'écrit E. G. Gobert, ce coquillage « se range naturellement
parmi les images que les hommes du passé ont multipliées dans une intention prophylactique et qui représentaient ou symbolisaient le sexe des femmes, parce que de
celui-ci émanent des forces redoutables pour l'homme lui-même autant que pour
les esprits, les démons qui nous assiègent ». De fait, des représentations non équivoques de vulves apparaissent aussi bien sur des objets mobiliers préhistoriques
(polissoir de l'oued Mengoub) que gravées sur des parois rocheuses (El Mekta).
Le port prophylactique de cauris n'a pas cessé au Maghreb.
Les œuvres d'art préhistorique ne sont pas l'aboutissement d'actes gratuits. Même
si nous sommes incapables d'expliquer les motivations profondes des hommes néolithiques du Sahara central, qui sculptaient dans la roche dure (dolérite, basalte,
granite...) des figurines d'animaux, la plupart domestiques (bœufs, moutons), mais
aussi des antilopes, nous devinons que ces œuvres devaient être le support matériel
d'une certaine vénération, qu'elles aient été des idoles ou de simples offrandes. Ces
œuvres avaient été précédées au Capsien, à El Mekta en particulier*, par de rares
sculptures en roche tendre et à mi-chemin, en raison de leur petitesse, entre l'objet
de parure et la sculpture en ronde bosse.
Même dans l'étude de l'art rupestre*, qui offre cependant une documentation
exceptionnellement riche, il n'est guère possible de pousser l'analyse de la pensée
animiste qui a pu inspirer tant de chefs d'œuvre dont le sens profond nous échappe
même si nous en décrivons facilement l'aspect apparent. Nous n'en sommes plus

Petites sculptures en calcaire du gisement capsien d'El Mekta; d'après E. G. Gobert.

662 /

Animisme

Homme ithyphallique à tête de chacal. Gravure de Ti-n Affelfellen-Oued Amizour (Ahaggar).
Relevé G. Lefebvre.

à croire que « ces dessins ont été tracés pour mettre à la disposition des hommes
les animaux qui y étaient représentés, des paroles magiques prononcées devant les
images pouvaient en compléter l'effet » (St. Gsell, H.A.A.N., t. I, p . 243). Au départ,
on a certaines difficultés à reconnaître, dans l'art rupestre surabondant de l'Atlas
et des massifs centraux sahariens, des scènes ou des motifs ayant une signification
religieuse. L'art rupestre nord-africain paraît surtout anecdotique, plus documentaire que symbolique. C'est que cet art, bien qu'il ait été reconnu avant celui
d'Europe, n'a pas encore trouvé son analyste. Faut-il trouver un sens caché à une
scène telle que celle du Kef Messiouer (Algérie orientale) où une famille de lions
dévore un sanglier tandis que rôdent autour des chacals faméliques ? Le combat
rituel des buffles antiques (Homïoceras antiquus), représenté plusieurs fois, a-t-il une
signification autre que celui de l'affrontement de deux mâles ?
Il est cependant des scènes et des motifs qui reviennent avec une telle insistance
qu'ils ont certainement une valeur religieuse. L'exemple le plus précis est celui
du « bélier à sphéroïde ». On nomme ainsi un ovin, qui n'est d'ailleurs pas toujours
un mâle, paré avec soin. Sa tête est coiffée d'un bonnet sphérique en cuir, prolongé
par des jugulaires qui se nouent sous le cou, des rameaux ou des plumes peuvent
être piqués dans cette étrange coiffure qui fut confondue avec le disque solaire qui
orne le bélier Amon-Râ en Égypte; or ce dernier est plus récent de deux millénaires. Le bélier à sphéroïde porte souvent un lourd collier tressé qui, sur les gravures
les plus précises, se prolonge sur l'échine par une sorte de « caparaçon » festonné.
Il existe quelque 80 représentations de ce sujet dans l'Atlas saharien or, dans plus
de 20 stations le bélier est accompagné d'un personnage en position d'orant. Cet

Animisme

I 663

orant précède le plus souvent l'animal, en lui tournant le dos. Il ne s'agit donc pas
de l'adoration d'un dieu bélier mais plutôt d'une scène d'offrande. Le bélier est
orné avant d'être sacrifié, il est magnifié et représenté le plus souvent d'une taille
supérieure à l'orant. Une gravure célèbre de Guelmouz el Abiod représente même
l'animal fendu en deux le long de l'échine, les intestins répandus en une longue
spirale autour du corps.
En restant dans l'Atlas saharien, examinons une autre scène constituée de petites
silhouettes humaines intercalées entre les grandes et célèbres représentations de
bovins et de lions de Tiout*, près d'Aïn Sefra. La scène représente une chasse à
l'autruche, thème banal et sans grand intérêt, mais ici deux éléments peu communs
attirent l'attention. Le premier est la dimension exagérée de la pointe de flèche que
l'archer darde en direction de l'autruche. Il peut s'agir d'un rendu graphique particulier de l'importance que revêt cette partie de l'arme en ce moment précis de la
chasse. Plus intéressante est la relation qui s'établit entre le chasseur et le personnage placé derrière lui.
Celui-ci a une attitude d'orant, il porte une sorte de tunique courte serrée à la
taille, des manches pendent des franges ou des pendeloques. Le bas du corps est
nu, ce qui permet de reconnaître son sexe qui est indiqué par une cupule. Or au
sexe de cette femme aboutit un long trait partant du pénis du chasseur. Cette singulière relation, étant donnée l'attitude d'orante de la femme, n'a pas seulement
une banale signification sexuelle. Ce trait symbolique assure en quelque sorte l'efficacité de la chasse, d'autant plus qu'avant d'arriver au sexe de l'homme ce trait
se dédouble afin qu'une branche aboutisse à la main qui tend la flèche.
Parmi les peintures les plus anciennes du Tassili, celles qui sont rattachées au
style des « Têtes rondes », certaines représentent manifestement des êtres mythiques. Dans la station de Sefar, une peinture de grande taille est si impressionnante
que, dès sa découverte, elle fut appelée « le Grand Dieu de Sefar ». Son aspect général et sa tête à quatre protubérances s'écartent nettement de toute figure réaliste.
Dans la même phase des « Têtes rondes » il semble parfois que des phantasmes ou
des figures de cauchemars aient été reproduits : étranges figures féminines dont
le corps s'étire en lanière et dont les bras amincis se tendent désespérément (Jabbaren), personnages aux bras filiformes dont le visage est précédé par un nez extraor-

Chasse à l'autruche de Tiout. Photo G. Camps.

664 / Animisme
dinaire (Sefar), « spectres » aux membres raccourcis se déplaçant dans les airs (InItinen). Nous sommes donc plongés dans une atmosphère étrange éloignée du réalisme auquel nous habituent les gravures du grand style naturaliste que nous avons
tout lieu de croire contemporain.
C'est précisément dans ce style et dans les mêmes régions du Sahara central que
nous prendrons les exemples suivants. Dans les gravures de ces régions il arrive
assez fréquemment que les hommes soient représentés masqués, si on considère
comme des masques les têtes d'animaux que portent les figures masculines. On explique généralement le port de masques comme une pratique de chasse : en revêtant
l'aspect de l'animal convoité, le chasseur peut s'approcher plus facilement de lui
et l'abattre ou s'en emparer. Cette pratique existe en particulier chez les Boschimans qui, dans leurs peintures, ont parfois représenté des chasseurs d'autruche masquée grâce aux dépouilles de cet oiseau. Or les hommes à tête zoomorphe du Hoggar et du Tassili n'Ajjer ont, à ma connaissance, plus souvent des têtes de prédateurs que celles d'herbivores ou d'oiseaux. Ce sont de préférence des têtes de félins
et des têtes de canidés. Je ne pense pas que de tels masques puissent faciliter l'approche du gibier, à moins que le chasseur préhistorique n'ait espéré s'approprier ainsi
la force et l'adresse des animaux de proie dont il revêtait la dépouille. Si c'était
le cas, nous aurions dans ces images le reflet de croyances ou de pratiques magiques bien connues et très répandues dans le monde. Mais nous pensons qu'il faut
aller au-delà. Toutes ces figures sont très réalistes, les détails vestimentaires sont
parfois indiqués avec une précision très grande; bracelets, colliers, ceintures sont
nettement reconnaissables. Graziosi a publié une très intéressante figure de Mathendusch (Fezzan) qui représente un homme à figure de chacal portant une large ceinture qui retient u n pantalon collant. Malgré ces précisions, aucun trait ne sépare
le masque de la tête et du cou, les épaules sont en parfaite continuité. Cet homme
qui porte sur ses épaules un bœuf paraît plutôt une divinité qu'un chasseur. Les
hommes à tête de chat de Tilizaghen*, également publiés par Graziosi, ont des colliers, de larges ceintures et des pantalons courts; ici aussi, aucun élément ne se
rapporte à un masque. Ces têtes animales font intégralement partie des corps
humains.
Si le masque s'explique dans les scènes de chasse par des raisons techniques ou
magiques, on comprend moins que les personnages masculins soient encore masqués dans d'autres occasions, comme dans les scènes de coït de Tin-Lalan, dans
l'Acacus, publiées par Mori. Dans les deux scènes, les détails de la parure et de
la coiffure de la femme sont indiqués avec la plus grande précision, alors que chez
l'homme, la tête animale est parfaitement dans le prolongement du cou sans qu'aucun
trait ne vienne suggérer la superposition ou l'attache du prétendu masque. Dans
la partie centrale du Hoggar, la station de Tin-Affelfelen (oued Amejjour) qui appartient, en partie, à la phase archaïque, présente un homme ithyphallique à tête de
chacal.
Je propose de voir dans ces personnages masculins à tête animale des êtres divins
dont l'Égypte pharaonique garda le souvenir pendant des millénaires. Les scènes
de Tin-Lalan pourraient être, dans cette hypothèse, considérées comme des représentations d'hiérogamies.
La place tenue par l'animal dans les croyances de ces pasteurs sahariens se reconnaît encore dans les phases suivantes qualifiées habituellement de « bovidienne » en
raison de la fréquente représentation de troupeaux de bœufs, de scènes de pâture, de
déplacements ou de campements. C'est le moment où l'art tassilien atteint son apogée. Plus qu'aux époques antérieures, cet art paraît anecdotique et de grande valeur
documentaire pour les archéologues qui retrouvent sans peine des costumes, des techniques, voire des jeux ou des attitudes qu'ont conservées les populations pastorales du
Sahel. Les ressemblances sont telles que certains chercheurs ont voulu trouver dans
certaines scènes la traduction des mythes et des cosmogonies des Peuls d'aujourd'hui.

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I 665

Montagnes, grottes et rochers sacrés aux temps historiques
Dans les conceptions magiques et religieuses des anciens Africains on reconnaît,
dans un mélange assez hétérogène de phénomènes naturels sacralisés, de génies
innommés et d'entités ayant accédé à la qualité de dieux individualisés, une attitude fondamentalement faite de circonspection, de crainte et de vénération aboutissant à un culte plus ou moins organisé. Comme la plupart des peuples primitifs,
les anciens Africains avaient conscience d'une puissance répandue dans la nature
et pouvant se manifester, à tout moment, dans un accident topographique comme
dans un phénomène inhabituel. Mais le sacré peut atteindre ou frapper un animal
sans que celui-ci ne devienne nécessairement une divinité nouvelle. Il peut aussi
se manifester à l'homme sans intermédiaire : c'est à des degrés divers le songe, la
vision, la révélation.
La plus sensible des manifestations du sacré, la plus répandue dans le monde
et celle dont le souvenir est le mieux conservé, est ce que nous appellerons l'accident topographique, en premier lieu la montagne, mais aussi le simple rocher. Estce la forme de la montagne qui attire ainsi la divinité ou bien son élévation qui,
rapprochant l'homme du ciel, siège d'une divinité toute puissante, justifie la vénération dont elle est entourée ? Ces deux attitudes, apparemment contradictoires puisque l'une serait chtonienne et l'autre ouranienne, peuvent, en fait, avoir contribué
simultanément à la sacralisation de la montagne.
De ces hauts-lieux, nous ne citerons que les sanctuaires puniques ou de tradition
punique, tel le temple de Saturne Balcaranensis sur le Djebel Bou Kournaïn (ou
Bou Kornine) dont la silhouette si caractéristique se dresse au fond du golfe de
Carthage. On pourrait penser que ces sanctuaires à Baal ou à Saturne, établis sur
des reliefs, sont de tradition sémitique, mais la fortune même de ces lieux de culte,
où se succèdent parfois téménos à ciel ouvert, temple punique ou romain, église
paléo-chrétienne et marabout, révèle la profondeur et la durée de cette vénération.
Le caractère autochtone de la vénération des hauts-lieux est prouvé par de nombreux autres monuments, certains plus anciens, telles les gravures rupestres de signification religieuse groupées sur certaines montagnes du Haut-Atlas marocain
(Yagour, Rhat). Ces figurations, aujourd'hui bien connues, remontent, certaines,
au Néolithique, mais la plupart se situent à l'âge du Bronze et au début de l'âge
du Fer, époque où se met définitivement en place la société berbère. Les pèlerinages plus ou moins islamisés qui se perpétuent sur les mêmes lieux conservent à
ces sites sacrés leur profonde religiosité.
Il s'y conserve parfois des pratiques qui plongent encore plus profond dans la
mentalité primitive. Telle est celle qui, suivant J. Berque, se déroule chez les Seksawa (Haut-Atlas) sur le piton de Tamsolšt qui domine le lieu saint de Z init ; « chaque année, en mars, un certain nombre de familles Imt ddan délèguent à tour de
rôle un personnage qui, mené sur le sommet, y est entravé puis laissé seul». La
procession n'a pas regagné le village que l'acteur, libéré par intervention surnaturelle, rejoint lui aussi ses aîtres. Ce rite de l'entravé; dont le caractère de magie
collective n'est pas douteux, a visiblement une fonction naturiste » (J. Berque, Structures sociales du Haut-Atlas, p. 251-252). Il est manifeste que cet homme enchaîné
est une sorte de bouc émissaire, et J. Berque va même jusqu'à évoquer le souvenir
d'anciens sacrifices humains. On peut, à l'appui de cette interprétation, citer les
représentations d'hommes percés de flèches et de traits divers reconnus par J. Malhomme dans les gravures de l'Oukaïmeden.
C'est de l'Atlas encore que Pline l'Ancien (V, 1, 7) disait qu'il brille la nuit de
mille feux et retentit des ébats des Egipans et des Satyres qui jouent de la flûte
et du tambourin. Comment s'étonner qu'une crainte religieuse s'empare de ceux
qui s'en approchent ? Maxime de Tyr (VIII, 7) prétend que l'Atlas est à la fois un
temple et un dieu. Saint Augustin (Sermones, XLV, 7) reprochait à ses ouailles la
coutume qu'ils avaient de gravir les montagnes pour se sentir plus près de Dieu.

666 /

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Les Guanches des Canaries, n'ayant été ni christianisés ni islamisés avaient conservé les croyances fondamentales des anciens Africains tout en développant une
religion originale. Dans la Grande Canarie il existait, dans deux cantons séparés,
deux rochers sacrés, Tismar et Vimenya, qui étaient des lieux de pèlerinage. Au
cours de la visite au lieu saint, on versait du lait et du beurre sur les rochers en
chantant des airs lugubres, puis on se rendait sur le bord de la mer et on battait
l'eau avec des baguettes en poussant des cris aigus. Dans le déroulement de ce pèlerinage se conjuguent des pratiques pour obtenir la pluie (libation, cris, battue de
la mer) et le culte des rochers.
Aujourd'hui encore la montage est le siège de croyances confuses. Certains sommets sont tellement hantés par les génies (Djinn, pluriel Djennoun) qu'ils sont pratiquement interdits aux hommes ; cette croyance est particulièrement forte chez les
Touaregs, au Hoggar (Garaet ed-Djennoun), comme dans l'Aïr (Mont Greboun).
Comment ne pas retrouver dans ces interdits l'écho de ce que rapportait Pline au
sujet de l'Atlas? Le culte de la montagne, ou sur la montagne (car celle-ci peut
n'être que le support du sacré), doit être rapproché de la vénération constante pour
les grottes que les Berbères ont manifestée à toutes les époques. L'enfoncement
de la grotte au sein de la terre permet la communication avec les divinités chtoniennes et peut-être avec la divinité suprême, puisque certains contemporains de
saint Augustin croyaient se rapprocher de Dieu en s'enfonçant dans les souterrains
(Sermones, XLV, 7).
Des divinités adorées dans les grottes par les anciens Africains, nous ne connaissons le nom que d'une seule, le dieu Baccax dans le Djebel Taya près de la ville
romaine de Thibilis (Announa). Dans le flanc de la montagne s'ouvre la Ghar elDjemaa (grotte de l'Église) où les deux magistri du pagus se rendaient en pèlerinage
tous les ans au printemps. Il offraient sans doute un sacrifice et faisaient graver
une dédicace à Baccax Augustus. Un culte identique était rendu, dans la région
de Constantine, par le Magister du Castellum Phuensium, dans le Djebel Chettaba. Il s'agit ici d'un simple abri sous roche et la divinité qui reçut de très nombreuses dédicaces n'est malheureusement jamais désignée autrement que par les
initiales G.D.A.S.
Les légendes, souvent liées à celle des Sept dormants, les pratiques associées à
ces accidents naturels sont encore nombreuses et vivaces dans les campagnes nordafricaines. Rares sont les trous de rocher ou les porches de grotte qui ne soient
transformés en modestes sanctuaires (mzara, haouita) dans lesquels sont déposés
des offrandes, des ex-voto en poterie, des lampes, des nouets, voire des galets ou
des boulets, car le trou est fréquenté par quelque djinn ou ahssès (« gardien ») dont
il est bon de s'assurer la bienveillance et à tout le moins la neutralité.

L'eau du ciel et la sève de la terre
Dans un pays qui connaît un climat semi-aride en dehors d'une mince frange
de climat méditerranéen, le problème de l'eau a toujours gravement occupé les esprits
des communautés agricoles ou pastorales. A l'époque romaine, les divinités tutélaires des sources, Neptune et les Nymphes, étaient particulièrement honorées; Les
nymphées construits sous l'Empire sont souvent monumentaux. Le plus célèbre
est le grandiose temple des eaux du Zaghouan d'où partait la canalisation principale de l'aqueduc qui alimentait la capitale de la province. Les eaux guérisseuses
ont reçu également des marques de vénération; les mieux connues sont celles de
l'Aqua Septimiana de Timgad. Certains puits étaient aussi l'objet de vénération,
ainsi au Castellum Dimmidi, mais encore aujourd'hui le Bir Barouta de Kairouan.
En dehors de ces cultes officiels les populations africaines devaient, comme les
Berbères d'aujourd'hui, multiplier les pratiques magiques pour obtenir la pluie.
La plus connue et la plus répandue est la procession de la « fiancée de la pluie »,

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I 667

simple cuiller de bois habillée de chiffons. Une symbolique naïve voudrait que cette
fiancée s'offre à la fécondation de la pluie (Anzar*, qui est un nom masculin). Dans
le même esprit on se livre à des baignades bénéfiques au solstice d'été; c'est un
rite de l'Awussu* bien connu en Libye et en Tunisie mais également répandu
jusqu'au Maroc. Ces pratiques avaient été condamnées par saint Augustin qui reprochait à ses contemporaines de se baigner nues le jour du solstice d'été et d'allumer
ainsi la concupiscence des spectateurs. Ces aspersions, ces baignades qui agitent
les masses aquatiques, ces coups mêmes portés par les Guanches à la mer ont pour
but ultime de provoquer la chute de l'eau céleste. La nudité des baigneuses d'Hippone était une invite à la fécondation de la terre asséchée.
Ces pratiques sont en effet étroitement associées, par magie imitative, au symbolisme sexuel ; pluie, fertilité de la terre, fécondité des troupeaux sont des enchaînements que par leurs actes sexuels les humains pensent provoquer. Cette succession, des religions plus évoluées l'ont également admise, soit dans sa crudité, soit
en la couvrant des voiles transparents de la Fable. J. Carcopino pensait que la fortune du culte des Cereres chez les Numides s'expliquait précisément par le maintien chez eux d'un vieux fonds animiste de l'ancienne civilisation méditerranéenne
dans laquelle ce culte hellénique plongeait de lointaines racines. Par son mysticisme
sexuel, par cette communion avec les forces qui fécondent la nature, le culte de
Tellus et de Coré (Cereres) était celui qui se rapprochait le plus des préoccupations
magiques du cultivateur africain. Aux Thesmophories qui, en Grèce, n'avaient plus
qu'un caractère symbolique, les Berbères préféraient les cérémonies plus concrètes
des « nuits de l'erreur » dont Nicolas de Damas décrit le déroulement parfaitement
identique à ce qui se pratiquait il n'y a pas encore longtemps dans certaines campagnes, dans le Dahra comme dans le Sud marocain. Au XVI siècle, Jean-Léon l'Africain reconnaissait ces mêmes pratiques dans la région de Sefrou au Maroc.
e

Les astres
L'eau, comme la vie, vient du ciel et c'est au ciel que siègent les divinités majeures des anciens Africains. Les témoignages sont anciens et très respectables. Hérodote (IV, 188) dit que le Soleil ainsi que la Lune recevaient des sacrifices de tous
les Libyens à l'exception de ceux qui habitaient sur les bords du lac Tritonis ; Pline
l'Ancien (II, 103) et Diodore (III, 57) confirment cette assertion. Ibn Khaldoun
la répétera en affirmant que parmi les Berbères se trouvaient, au moment de la
conquête arabe, des adorateurs du Soleil et de la Lune (I, p. 157). Mais le texte
majeur nous semble être dû à Cicéron (De Republica, IV, 4). Lorsque Massinissa,
pourtant fortement imprégné de culture punique, accueille Scipion Emilien, ce n'est
ni Baal Hammon, ni Tanit qu'il invoque : «Je te rends grâces, Soleil très haut et
vous autres divinités du Ciel, de ce qu'il me soit donné avant de quitter la vie d'icibas de voir sous mon toit, dans mon royaume, P. Cornelius Scipion... ». On ne peut
évidemment garantir la véracité de ce texte, mais si la forme a reçu quelques enjolivures sous la plume de Cicéron, le fond est vraisemblable et l'ensemble ne manque
pas de grandeur.
Cependant les traces de ce culte astral sont rares, hormis les figurations de Sol
et de Luna qui apparaissent dans le cortège de Saturne sur de nombreuses stèles
de l'époque romaine, et encore plus souvent des disques, croissants, rosaces qui
sont autant de symboles des astres. Sans oublier les affinités du Soleil et du Lion,
dont la représentation est très fréquente et possède un caractère astral reconnu, il
importe de rappeler les figurations de disque solaire ou de rosace qui ornent certains hypogées (haouanet)*, grottes funéraires et dalles de chevet des dolmens*.
La dédicace au dieu Ieru* est la seule inscription mentionnant la divinité lunaire
sans cortège astral et sous sa forme berbère qui est masculine (Eior, Iour).
La pauvreté ou plutôt l'imprécision des témoignages, pour les divinités chto-

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niennes, aquatiques et célestes, découragent toute tentative de définir les croyances
fondamentales des anciens Berbères. Ce défaut de témoignages n'implique pas nécessairement une pauvreté des croyances. Le risque est donc toujours grand de confondre l'ensemble des croyances en un animisme aussi généralisé que débilitant;
nous n'avons pas le droit d'affirmer, comme cela a été souvent écrit, que les Berbères n'avaient qu'une religion élémentaire. Ils seraient le seul des peuples de langue
chamito-sémitique à être ainsi frappé d'une telle incapacité métaphysique.
En fait, le sacré était et resta largement répandu d'une manière diffuse dans la
nature et aujourd'hui encore, malgré son triomphe, l'Islam n'a pu éliminer les très
nombreuses pratiques, mêlées de magie contraignante et de vénération, qui ont des
génies (Djennoun) pour objet.

Les animaux et le sacré
Existait-il, à l'époque antique, une zoolâtrie chez les Africains? Les auteurs répondent généralement par l'affirmative, bien que les documents littéraires ou figurés
ne soient guère nombreux ni convaincants pendant la durée de l'empire romain.
Avec un certain dédain pour la chronologie et en se fondant sur la continuité des
croyances, ils se rapportent volontiers aux gravures rupestres néolithiques en particulier aux figurations, très nombreuses, des béliers* coiffés d'un sphéroïde orné
de plumes ou de rameaux.
Mais nous avons vu supra que l'analyse des scènes où figurent les béliers à sphéroïde ne permet pas d'affirmer que ces animaux étaient des divinités. Dans la plupart des cas, ces animaux suivant un homme en position d'orant paraissent être
plus simplement l'offrande présentée à la divinité. C'est bien ce qu'ils sont restés
à travers les millénaires, particulièrement dans les rituels sémitiques.
Le bélier figure, concurremment avec le taureau, autre victime de choix sur un
très grand nombre de stèles à Saturne, et les textes célèbres de Nicivibus* (N'Gaous,
Algérie), nous apprennent qu'au III siècle de notre ère, les Africains, restés longtemps fidèles aux sacrifices rigoureux des prémices, avaient accepté, non sans réticence, et en s'entourant de précautions rituelles, presque juridiques, de substituer
l'agneau, souffle pour souffle, sang pour sang, vie pour vie, à l'enfant premier-né
réclamé par le dieu. Il n'y a aucune trace de zoolâtrie dans cette substitution.
En fait la seule mention précise se référant à u n culte du bélier* en Afrique du
nord, se trouve dans El Bekri et concerne une tribu montagnarde du Sud marocain. La mention est très brève et on ne sait en quoi consistait réellement ce culte,
le fait paraissait cependant tellement exceptionnel et honteux que ces hérétiques
cachaient leur identité quand ils se rendaient dans d'autres tribus.
Le taureau* passe également pour un animal sacré. Il fut aussi la victime prestigieuse, que l'on sacrifiait aussi bien à Saturne qu'à Jupiter. Corippus (V, 12-26),
au V I siècle de notre ère, rapporte une croyance particulière des Laguatan, peuplade nomade des Syrtes, qui lâchaient sur l'ennemi un taureau représentant leur
dieu Gurzil né de l'accouplement d'Amon et d'une vache. Les Laguatan possédaient
des idoles en bois et en métal qui figuraient Gurzil. C'est le seul texte relatif à un
culte du taureau, encore ne faut-il reconnaître dans l'animal qu'une image du dieu;
et rien dans cette pratique ne rappelle la vénération que, par exemple, les Égyptiens avaient à l'égard du taureau Apis.
Si on croit Diodore (XX, 58), les singes auraient joui, dans une région que le
texte nous invite à situer dans les confins de l'Algérie et de la Tunisie, au-delà des
chaînes littorales, de privilèges tels qu'on a pu y voir la trace d'un véritable totémisme. Ces singes, dit Diodore, occupent maisons et celliers sans que personne
ne les chasse, car les habitants les regardent comme des dieux et les mettre à mort
est un sacrilège digne du dernier supplice.
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Les serpents sujets d'effroi et de vénération en même temps, ont été l'objet de certains cultes. On connaît plusieurs dédicaces à Draco; l'une à Tighnica, une autre
à Numluli peuvent être rapprochées de la
légende qui veut que les légions de Regulus aient dû combattre un serpent gigantesque (Pline, VIII, 37) dans cette même
vallée du Bagrada (Medjerda). Le culte de
Draco s'étendait à la Numidie et à la Maurétanie : aux Aquae Flavianae le serpent est
associé aux Nymphes, à Tipasa de Maurétanie, la Passion de Sainte Salsa fait connaître l'existence d'une idole représentant
un serpent en bronze à tête dorée.
Dans le sanctuaire néopunique de Thinissut, voisin de Bir Bou Rekba, une statue de terre cuite figurait une déesse léontocéphale. La même effigie apparaît sur les
monnaies de Metellus Scipion accompagnée de la légende G.T.A. qui est habituellement lue : Genius Terrae Africae. Le lion
est l'animal pour lequel les marques de
vénération sont les plus nombreuses. Sa crinière flamboyante qui se prête à une stylisation rayonnante permit très tôt une assimilation facile avec le Soleil, mais le lion
avait d'autres significations. Il joue un rôle
important dans la décoration sculptée de
plusieurs monuments funéraires. Il faut
également tenir compte de la fréquente
association du lion et de Saturne sur les stèles dédiées au grand dieu africain.
La zoolâtrie chez les anciens Africains,
du moins pendant l'Antiquité, reste donc
sujette à caution. Que des animaux, pour
différentes raisons, aient eu des liens puissants avec le sacré et qu'ils aient joui de privilèges particuliers (singes, serpents, certains oiseaux), que d'autres, servant habituellement et préférentiellement d'offrandes sacrificielles, aient finalement bénéficié de la relation étroite qui s'établissait
avec les dieux (béliers), que d'autres,
comme le taureau du dieu Gurzil, ou le lion
pour le Soleil ou Saturne, aient été les simulacres vivants de la divinité, cela ne suffit
pas à établir un culte des animaux. Il y eut,
et il y a en Afrique du nord, des animaux
sacrés ou, à tout le moins, vénérés, mais il
n'y eut pas de dieux-animaux. Saint AugusDéesse léontocéphale de Thinissut (Bir Bou
Rekba), Tunisie. Photo Musée du Bardo, Tunis.

I 669

670 /

Animisme

tin (Sermones, CXCVIII, 1) n'aurait pas précisé que seuls les Égyptiens adoraient
les animaux si la zoolâtrie avait existé chez les Africains de son époque. Il est possible qu'une certaine zoolâtrie ou une très grande vénération à l'égard de certains
animaux aient été connues chez les nomades sahariens ancêtres des Touaregs. Ceux-ci
portent encore aujourd'hui des noms d'animaux : Amaïas (le guépard), Ilou (l'éléphant), Abeggi (le chacal). Des clans, chez les Kel Rela, ont pour ancêtres des animaux ou des personnes portant des noms d'animaux (la gazelle, la hase, etc.).

L'homme, support du sacré
Il est vrai que l'homme lui-même peut être le support du sacré, voire un simulacre vivant de la divinité. Le meilleur exemple me paraît être donné par Hérodote.
Au voisinage du lac Tritonis (le Djerid), les Machlyes et les Auses célébraient une
fête en l'honneur d'Athéna (peut-être Tanit, ou plus vraisemblablement une divinité libyque assimilée à cette déesse). D'abord les jeunes filles des deux peuplades
simulaient un combat à coups de bâtons et de pierres, celles qui, par accident, mouraient des coups reçus étaient considérées comme de fausses vierges. Puis le combat s'interrompait, et dans chaque parti on choisissait la plus belle des jeunes filles,
qui était parée d'armes grecques et promenée dans le pays sur un char; elle représentait la déesse (IV, 180).
De tels combats de jeunes filles, plus ou moins ritualisés, subsistaient encore vers
1950 dans les oasis fezzanaises (Fête du sel à Ghat).
Plus simplement, l'homme, par son action, peut participer aux grands mouvements de la nature. Le développement de l'agriculture accentua cette croyance que
les actes humains ont des répercussions à l'échelle cosmique. Ainsi s'expliquent
toutes les précautions qu'observent les cultivateurs le jour où, sous la poussée des
bœufs, s'ouvre le premier sillon. Ainsi se comprennent les curieuses pratiques qui,
sous le couvert d'une totale licence, permettent aux humains de contribuer, lors
des « nuits de l'erreur», à la fertilité et à la fécondité universelles.

Traces d'animisme dans la religion populaire
Alors que le degré supérieur de la vie religieuse et de la spéculation théologique
conduisait à un monothéisme de plus en plus strict, la religiosité populaire continua à peupler le monde d'entités subalternes.
L'Islam admet l'existence de génies (djennoun) qui, sous divers noms, connaissent une vie parallèle à celle des hommes. Ils constituent à vrai dire un monde d'une
autre dimension, celui qui, de l'autre côté du miroir, est organisé semblablement
au nôtre mais diffère de nature. Ils ont des chefs et des rois, ils se marient, engendrent des enfants et partagent, semble-t-il, nos sentiments. Les uns sont indifférents, certains bienveillants ou amoureux, d'autres très méchants ou tout au moins
très susceptibles, rouant de coups ou frappant d'un mal mystérieux le malheureux
qui les dérange dans leur sommeil ou leur activité.
Nombre de ces djennoun dérivent, comme leur nom le laisse deviner, des génies
de l'Antiquité et, comme eux, ils reçoivent sinon un culte véritable, du moins de
nombreuses marques de déférence de la part des humains. Ainsi dans les campagnes sont élevés de modestes sanctuaires (haouita, mzara) dans lesquels les femmes
déposent des poteries votives, elles-mêmes héritières des microcéramiques protohistoriques, des brûle-parfums ou de simples bougies qu'on ne prend pas toujours
le soin d'allumer, encore que le feu et la lumière jouent un rôle prépondérant dans
ce culte qui n'ose dire son nom. Sur la côte du Sahel, en Tunisie, on invoque les
«Radjel el Bahr» (les « hommes » de la mer) en déposant dans une anfractuosité de
falaise des bougies ou en creusant tout simplement un trou dans le sable. Plus souvent un trou de rocher, une niche naturelle, le creux d'un tronc d'arbre deviennent

Animisme

Mzara avec poteries votives. Douar Déhemcha, région d'Aïn Kebira (Sétif).
Photo G. Camps.
Dépôts votifs de cierges, bougeoirs et poteries diverses au pied d'un arbre.
Massif du Chenoua. Photo G. Camps.

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des autels rustiques, parfois signalés par le blanchiment des parois à la chaux, pratique déjà connue dans l'Antiquité. Plus simplement encore, on se contente d'attacher des nouets aux rameaux d'un buisson ou aux basses branches d'un arbre hanté
par les génies.
De l'animisme primitif qui imprégnait de sacré toute forme de vie ou tout accident qui sort de l'habituel, subsistent aussi des pratiques qualifiées de magiques
aujourd'hui car elles ont été vidées de tout sentiment religieux, telle par exemple
cette curieuse attitude propitiatoire décrite par H . Genevois en Grande Kabylie.
« La mère qui élève un enfant qui n'a pas encore u n an ne touchera pas la terre
(pour faire de la poterie) avant d'avoir façonné un porc ou un sanglier avec la terre
qu'elle posera au-dessus du mur de la cour : il restera là à cuire au soleil, brillant,
l'oeil éveillé. On dit : le mauvais œil et la malédiction n'ont pas de prise sur le sanglier : ainsi en soit-il aussi pour toi, mon fils ». (H. Genevois, « Superstitions », F.D.B.,
n° 97, p . 44).
On n'insistera guère sur les multiples formes primitives de la religiosité populaire, parfois mêlées d'anthropolâtrie, car elles sont quasi-universelles et ne peuvent être considérées comme spécifiquement berbères, sinon peut-être par leur archaïque vigueur. Elles se sont maintenues en Afrique du Nord avec plus de constance
que dans les autres pays méditerranéens, bien que les lettrés affectent d'ignorer
leur existence, ou estiment qu'il ne s'agit que de formes féminines et méprisables
de superstitions anciennes.

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Anisaman

I 673

A224. ANISAMAN
Localité actuellement en ruines, à 31 km au nord-ouest d'Agadez, dans le massif
de l'Aïr. Elle fut autrefois habitée par les Inassoufa, l'une des cinq tribus qui instaurèrent le sultanat en Aïr et que l'on considère comme l'une des plus anciennement arrivées en Aïr. Les Inassoufa sont les Massoufa ou Messoufites des auteurs
arabes, encore appelés Inassoufites et Amussoufanes. Une légende rapportée par
H. Barth en ferait, à l'origine, des Gobir, tribu qui serait venue du Sahara et aurait
soumis les habitants de l'Aïr, à l'époque, des Noirs. Cette identité des Gobir avec
les Messoufites est assez peu vraisemblable, car ces derniers seraient issus de la
grande famille des Sanhadja, installés autrefois dans le sud marocain et qui virent
se fixer ultérieurement dans la région de Oualata et dans l'Azaouak (Azawak)*.
Anisaman a été confondu par les rédacteurs des « Chroniques d'Agadez » avec le
puits de Ti-n-Chaman (Ti-n-Saman) qui se trouve à 1,5 km au nord de la ville d'Agadez; la mission Foureau-Lamy campa près de ce dernier en 1900, et on l'engloba
ultérieurement dans le fort français au moment de sa construction. Les « Chroniques » s'expriment ainsi en relatant l'origine des sultans de l'Aïr et les différentes
localités où ils résidèrent pour aller chercher le sultan. Ils le trouvèrent dans le
pays de A arem Cattafou et le transportèrent au pays de Tadeliza, car les bœufs
qui portaient le mil en Aïr en souffraient beaucoup. Ensuite, ils l'emmenèrent à
Tinchamane et lui construisirent un château-fort. Il ne devait avoir d'autres familiers que les gens des quatre tribus qui avaient construit le palais du sultan en se
partageant le travail, c'est-à-dire la tribu des « Amoussoufanes ». Ce passage est assez
ambigu, car nous savons que la rédaction des « Chroniques » n'a été réalisée qu'au
début du siècle, sur l'ordre du sultan alors au pouvoir, pour justifier de ses droits
vis-à-vis des Français, d'après des archives qu'il possédait par ailleurs. A rem Cattafou n'a pas été identifié avec certitude; il peut s'agir d'une localité du Fezzan,
soit de l'ancienne ville d'Assodé, au cœur du massif de l'Aïr. Tadeliza se trouve
à une vingtaine de kilomètres d'Agadez. C'est u n petit village sur la rive droite
de l'oued Tiloua, nom du bief supérieur de l'Irhazer-n-Agadez, près duquel subsistent les ruines de l'ancienne résidence des sultans de l'Aïr, perchées sur une crête
dominant la vallée. Par des citations du Tarik el-Fettach et du Tarik es-Sudan, nous
savons que les sultans habitèrent cette résidence au moins jusqu'en 1502, date à
laquelle un marabout célèbre, du nom de El Mérhili, celui qui chassa les juifs du
Touat, y passa, alors que l'askia de Gao était venu vers 1500, avait soumis le sultan
de l'Aïr et imposé un tribut annuel de 150 000 ducats. Lorsque Jean-Léon l'Africain décrit l'Aïr en 1513, il dit que le sultan habitait alors Agadez. C'est donc entre
1502 et le passage de Jean-Léon l'Africain qu'Anisaman fut résidence des sultans.
Parmi les ruines d'Anisaman on reconnaît une grande habitation rectangulaire
renfermant des chambres tout autour du mur d'enceinte; c'est une réplique, en
plus petit, de celle qui surplombe la crête de Tadeliza. A proximité, il y a les vestiges d'une grande mosquée et de nombreuses maisons construites entre deux vallées
ou dans la boucle de l'une d'elles, indiquant qu'il s'agissait d'une cité assez importante, d'un diamètre de plus de 500 m. La nécropole, qui compte plusieurs milliers
de tombes, se divise en trois parties. La plus ancienne, tout à fait à l'ouest, comprend des tombes légèrement arrondies, rappelant les premières tombes d'influence
islamique des Touaregs, encore marquées par les anciennes constructions en margelle de puits; la partie centrale, comprenant des tombes de forme plus allongée,
plus ovalaires, marquées par une influence islamique plus accusée ; celles de la partie la plus à l'est sont de même forme, mais pourvues de marmites à leur tête et
de pierres tombales portant des inscriptions en arabe très soigneusement gravées.
Les constructions étaient en pierres de forme irrégulière, reliées par de l'argile
crue. C'est le même type que l'on rencontre à Assodé, l'ancienne capitale des Kel
Eoui, à Ti-n-Taghoda, à Tazamak, à Aoudéras et en bien d'autres lieux.

674 / Anisaman
e

La ville aurait été détruite au XVIII siècle, à la suite de rivalités entre les autres
tribus, dites « du Pacte ». Les ruines d'Anisaman ne sont pas portées sur la carte
au 1/1 000 000 ni sur celle au 1/200 000, mais sur cette dernière, u n oued appelé
Anesoumen correspond à l'emplacement d'Anisaman.
BIBLIOGRAPHIE
LAURENT Cdt., « L'Aïr et ses gens », C.H.EA.M.,

1966.

LHOTE H., « Contribution à l'étude des Touaregs soudanais. Les Saghmâra, les Maghcharen, les expéditions de l'askia Mohamed en Aïr et la confusion Takedda-Tademekka », Bull.
I.F.A.N., XVII, série B, 3-4, 1955, p. 334-370. « Découverte des ruines de Tadeliza, ancienne
résidence des sultans de l'Aïr », Notes africaines, n° 137, janvier 1973, p. 9-16.
URVOY Y., «Chroniques d'Agadez», Journ. de la Soc. des African., IV, 1934, p. 145-177.
H . LHOTE

A225. ANNABA (Hippone - Bône)
Hippone, Bône, Bouna, Annaba, la filiation toponymique apparaît évidente, même
si pour certains le nom d'Annaba aurait pour origine le terme arabe signifiant « jujubier». La filiation urbaine sur ce site, à travers deux millénaires, n'est pas moins
évidente.

Le site
Deux éléments conjoints sont à l'origine de la fortune de cette ville. L'un est
constitué par une grande baie en faucille, protégée par le promontoire du Cap de
Garde ; la baie sableuse et basse permettait l'implantation des ports d'autrefois en
eau peu profonde, le promontoire assurait une protection naturelle contre la houle

Hippone : la colline saint Augustin. Photo G. Camps.

Annaba I 675

Mur en grand appareil repris dans la construction des villas du front de mer. Photo G. Camps.

et les vents du nord-ouest. Site de port remarquable que les besoins de la navigation moderne aux forts tirants d'eau ont perpétué en creusant des bassins et en projetant le port dans la mer par la construction de jetées.
Le second élément est constitué par la plaine qui s'ouvre au pied du massif de
l'Edough, immédiatement derrière le cordon littoral. Elle a assuré tout à la fois
le terrain d'assiette de la ville, et son hinterland agricole aux époques coloniales
et actuelles.
Annaba partage le privilège de ce type de site avec la plupart des autres villes
portuaires du pays (Oran, Arzew, Alger, Bejaia, Collo, Skikda); mais seule Béjaia
comporte une aussi bonne protection naturelle, seule Alger dispose d'une aussi belle
plaine agricole; seule Annaba porte à la perfection ces deux conditions à la fois.
Elle est par contre handicapée par sa position au sein du territoire algérien : position excentrique à l'extrême est du pays, à moins de 50 km de la frontière algérotunisienne. Le rayonnement d'Annaba s'est toujours heurté à cet obstacle.
M.

COTE

Hippo Regius
Des origines d'Hippone, nous ne savons rien. La plaine de la basse Seybouse
et les collines qui la bordent ont toujours été très fertiles. Les Numides qui ont
laissé un grand nombre d'inscriptions libyques, dont certaines datent de l'époque
romaine, ont dû assez tôt entrer en relation avec les commerçants orientaux qui
établirent un comptoir dont il ne reste aucune trace, sauf, peut-être, des statues
en faïence d'origine égyptienne. Le document datable le plus ancien qui ait été trouvé
jusqu'à ce jour sur le site d'Hippone est un tesson attique du V siècle av. J.-C.
(J.P. Morel, 1962). Le nom d'Hippo qui fut porté durant l'Antiquité par deux cités
littorales : Bizerte (Hippo Diarrhytus) et Bône (Hippo regius), est vraisemblablement d'origine phénicienne et doit s'appliquer à un accident topographique. Le
e


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