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Nom original: vitrúvio.pdf
Auteur: Marcos

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Lede, por gentileza, a frase de Vitrúvio apresentada abaixo, as três versões
portuguesas dela, minhas traduções literais das originais francesas, e o comentário
que se lhes segue, a propósito da interpretação do gerundivo « eligendus ».
« Primum eligendus locus est quam calidissimus […]. »
Tradução 1: Jean Martin (1618)
« Auant toute œuure il faut eʃlire vn lieu chaut de ʃa nature […]. » – Antes de qualquer
obra, é preciso eleger um lugar naturalmente quente […].

Tradução 2: Charles-Louis Maufras (1847)
« Il faut commencer par choisir un lieu très-chaud […]. » – É preciso começar por
escolher um lugar muito quente […].
Tradução 3: Auguste Choisy (1909)
« D’abord, l’emplacement doit être choisi le plus chaud possible […]. » – Em primeiro
lugar, a localização deve ser escolhida o mais quente possível […].

Conquanto todos os tradutores tenham preservado o valor modal deôntico de
obrigação que é intrínseco ao gerundivo latino, apenas Auguste Choisy o efectivou por
intermédio de uma construção pessoal, pelo que é, neste aspecto, o tradutor mais fiel
à frase latina.

Pedia uma defesa ou uma refutação deste comentário que contasse com explicações
precisas.
PS: Será ainda de pertinente interesse reflectir sobre dois outros pontos referentes à análise
sintáctica, embora transgredindo assim os propósitos iniciais desta mensagem.


Atentemos no segmento frásico “começar por escolher um lugar” (tradução 2).
Segundo A. Tavares Louro, a construção “começar por” faz com que o “receptor
esper[e] que surja alguma alteração posterior”. Eis a forma que Charles-Louis Maufras
encontrou para verter a nuance temporal (a saber: “Primum”) que Jean Martin e
Auguste Choisy se limitaram a traduzir por “Auant toute œuure” e “D’abord”,
respectivamente. Desta feita, a semântica não espoleta qualquer inquietação. Porém,
como analisar a dita construção à luz da sintaxe portuguesa? Atendendo às opiniões
que coligi, há quem aí veja um complexo verbal, portanto seria um caso de conjugação
perifrástica. Ora, no que me concerne, devo confessar que estou mais inclinado para
uma estrutura do tipo VERBO + COMPLEMENTO OBLÍQUO. Em abono da verdade, o

suposto valor aspectual aí presente transcende cabalmente uma perspectivação sobre
a estrutura temporal interna do verbo “escolher”. Há ainda que ter em consideração a
possibilidade de construção seguinte: “começar por + NOME”, por oposição a “começar
a + (obrigatoriamente) VERBO”, por exemplo.


Agradecia, para terminar, um pequeno comentário à correcção da estrutura
adverbializada na minha tradução 3 “o mais quente possível”.

Cordialmente,
Marcos Helena


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