Sol enradiando por detrás das nuvens .pdf


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Fonética articulatória e perceptiva – ditongos vs. sequências vogal-semivogal
D’Silvas Filho (2011: 287)1 esclarece que «Distingue-se que há ditongo quando no grupo vocálico entra i ou u e que
funcionam como semivogais. Há, então [sic] uma só emissão de voz […].». O mesmo autor (14/12/2001)2 já havia
clarificado, numa resposta científico-pedagógica, que «[…] salvo excepções/exceções, os ditongos crescentes não
são estáveis (como são os decrescentes), e é possível, em certos casos, serem decompostos em duas emissões de
voz (por exemplo, na poesia).». Ou seja, em «fala lenta»1, há «introdução de um hiato (diérese)»2. – Este parece ser
o paradigma científico-terminológico dominante no uso que, na linguística portuguesa, se faz destes termos (cf.
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=terminology&act=list&key=subdomain&val=Fon%C3%A9tica).
Todavia, parece não ser essa a acepção que o termo “ditongo” toma noutras línguas. De facto, Noëlle Laborderie
(2012: 118)3 define « diphtongue » como « deux éléments vocaliques appartenant à la même syllabe, vs *hiatus » e
acrescenta que « il n’y a plus de diphtongue en F[rançais] M[oderne] »4 (negrito pessoal). Em todo o caso, a autora
não deixa de reconhecer a existência de sequências vogal-semivogal neste estádio recente da língua. Em abono da
verdade, eis aqui parte da sua explicação quanto ao mecanismo geral de ditongação que se operou do latim (vulgar)
até ao francês: « […] vers l’an 1200 […], les diphtongues sont réduites/se réduisent : – […] l’accent bascule sur le 2e
élément quand il est plus ouvert (ou plus clair) que le 1er ; le 1er désaccentué donc affaibli, se ferme et se consonnifie
(u > w, ü > , i > y)5. » (Laborderie, 2012: 27). Ora, é claro para a autora que “ditongo” não é o mesmo que
“sequência vogal-semivogal”.
Extrapolando, [aj ] tem, foneticamente, uma realização diferente de [ai ]. Por outro lado, também é evidente que, na
fonologia portuguesa, / aj / = / ai /, podendo o último funcionar como alofone do primeiro, sendo dada a sua
similitude.
Gostaria, portanto, se possível, que me esclarecêsseis no concernente à diferença articulatória e perceptiva que
enevoa a tamanha parecença entre as duas realizações fonéticas, a saber: [aj ] e
]6. Na prática, uma resposta
sólida contaria com a diferenciação entre “semivogal” e “vogal ditongal”, respectivamente.
Estou ao vosso dispor para qualquer clarificação da minha argumentação, como também para vos ajudar conforme
as minhas singelas possibilidades. Muito agradecido, Marcos Helena.
NB: Já comuniquei com o Ciberdúvidas anteriormente, mas, se calhar devido ao seu carácter fortemente
pedagógico/escolar, a discussão não pôde ter melhor sorte…
_______________________________________________________________________________________________
1

SANTOS, Elsa Rodrigues dos e SILVAS FILHO, D’, Grandes Dúvidas da Língua Portuguesa – Falar e escrever sem erros, Lisboa, A
Esfera dos Livros, 2011.
2
http://ciberduvidas.com/pergunta.php?id=9962 (consultado em 04/08/2014).
3
LABORDERIE, Noëlle, Précis de phonétique historique, Paris, Armand Colin, 2012.
4
O Dicionário da Academia Francesa (9.ª Edição) corrobora este ponto de vista: « À la différence de certaines langues
étrangères, le français moderne ne comporte pas de diphtongues au sens exact du terme. » (cf.
http://atilf.atilf.fr/academie9.htm).
5
Deve notar-se que a autora não utiliza o Alfabeto Fonético Internacional nas suas transcrições fonéticas, preterido em favor do
Alfabeto “Bourciez”. Portanto, por exemplo, o [y], em “Bourciez”, corresponderá ao [j], em AFI (2005).
6
Esta pronúncia corresponderá, por exemplo, ao ditongo, no sentido exacto do termo, que em islandês se representa pela letra
< æ >. Com falta de rigor e alguma aproximação, será também idêntico aquele que os ingleses produzem ao proferirem a palavra
< I >.


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